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08 Setembro de 2000 | 12h11

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Addis Abeba

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Addis Abeba, 8/9 - A Organização de Unidade Africana (OUA)reafirmou quinta-feira a recusa de reconhecer o acordo de reconciliação, assinado a 26 de Agosto, entre a junta militar em Moroni e os separatistas no poder na ilha comoriana de Anjouan.

No final de uma reunião "de urgência" em Addis Abeba, os embaixadores e representantes dos países da região, da Troika (Argelia, Togo e Zambia) e o Secretário-Geral da OUA reafirmaram o compromisso da organização pan-africana quanto ao principio da unidade e integridade territorial das Comores, refere um comunicado da Organização.

Segundo os delegados, a declaração de Fomboni (nome da principal cidade da ilha comoriana de Moheli, onde foi assinado o acordo) que lança as bases de uma reconciliação entre Moroni e Anjouan, que proclamou a sua independência do resto das Comores em 1997, constituiuma "reviravolta" nos esforços de paz feitos pela OUA para por fim a crise separatista anjouanesa e para o regresso da ordem constitucional as Comores.

A OUA recusa-se a reconhecer a junta militar no poder em Moroni, desde o golpe de estado de 30 de abril de 1999 e rejeitou a declaração de Famboni de 24 de Agosto. Desde o principio de Setembro,o poder militar de Moroni decidiu não aplicar o embargo decretadopela OUA contra Anjouan desde 01 de Fevereiro de 2000.

Para a OUA, so o acordo de Antananarivo que propôs a 23 de Abril de 1999 e que concede uma grande autonomia as ilhas da Grande Comore,Moheli e Anjouan, constitui o "quadro mais viavel" para uma solução duradoura para a crise comoriana. O poder separatista de Anjouan não assinou esse acordo.