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04 Janeiro de 2007 | 09h40

Guiné-Bissau: Partidos e personalidades reagem à morte de nacionalista Rafael Barbosa

Bissau

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Bissau, 04/01 - Formações Políticas e personalidades bissua-guineenses reagiram quarta-feira com consternação à morte, terça-feira em Dakar (Senegal), do nacionalista Rafael Barbosa, cujo corpo é aguardado em Bissau.

Em comunicado à imprensa, os Partidos da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), da Renovação Social (PRS) e Resistência da Guiné-Bissau/Movimento Bafatá (RGB-MB) consideram a morte de Rafael Barbosa como "momento de grande perda" para o país.

Para o mais antigo Partido da Guiné-Bissau, o PAIGC, a morte de Rafael Barbosa é o "desaparecimento de uma importante parte da história" do país.

O comunicado do PAIGC lembra que Rafael Barbosa foi o primeiro presidente do Comité Central deste Partido e um dos "grandes impulsionadoresda consciência nacionalista dos jovens" no período anterior à luta armada contra a presença colonial portuguesa na Guiné-Bissau.

Um dos "jovens" na altura, mobilizado para aderir à luta armada por Rafael Barbosa e mais tarde Primeiro-Ministro, Manuel Saturnino Costa,considerou que a morte deste "é um rude golpe" para o PAIGC e para toda a Guiné- Bissau.

Por sua vez, Jamel Handem, secretário-executivo da Plataforma das NG´s da Guiné- Bissau (Placon-GB), afirmou que a figura de Rafael Barbosa, pelo seu passado e papel na emancipação dos guineenses, "merece ter um funeral igual a um chefe de Estado".

Fontes do Governo ctiadas pela Lusa, admitiram a possibilidade de ser organizado um funeral de Estado para Rafael Barbosa, cujo corpo deverá chegar a Bissau ainda hoje.

Por seu lado, a família está a estudar a hipótese de efectuar uma cerimónia fúnebre tradicional, seguindo os rituais da etnia Papel.

Rafael Paula Gomes Barbosa, de 81 anos, está a ser lembrado nas emissões das rádios de Bissau, como nacionalista, dirigente político, lutador pela emancipação dos guineenses, defensor da liberdade e da democracia.