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28 Junho de 2007 | 11h10

Botswana: Aposta no carvão como solução da crise energética

Gaberone

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Gaberone, 28/06 - O Botswana, conhecido pelos seus diamantes e pela sua fauna selvagem, procura atrair os investidores às suas vastas reservas de carvão, como solução da crise energética que afecta a região da África austral.

Homens de negócios da Índia, da Austrália, dos Estados Unidos e da África do Sul estarão entre os 200 participantes à conferência organizada pelo governo sobre as oportunidades neste sector, de hoje a Sexta-feira em Gaberone.

Este encontro intervém numa ocasião em que engenheiros preparam à aposta para exploração da mina de carvão de Mmamabula, um projecto considerado crucial numa altura em que a África austral faz face à uma escassez de electricidade.

"O Botsuana tem vastas reservas de carvão consideradas mais 200 mil mégatones e os recursos são sub aproveitados com uma produção estimada em menos de um milhão de toneladas por ano", sublinha, uma fontedo Ministério da Energia e Recursos hídricos.

"Com a iminente crise de energia na região do SADC (Comunidade de desenvolvimento da África austral), o recurso às reservas de carvão do Botsuana, para satisfazer ao mesmo tempo as necessidades nacionais e regionais, tornou-se um imperativo".

Segundo a fonte, com uma das suas 15ª mina actualmente explorada, o Botswana tem o potencial para exportar para países em crescimento económico como a Índia e a China.

Botswana continua como um dos grandes sucessos da África pós colonial, com um crescimento anual médio de 9% durante as três décadas após a sua independência.

Este sucesso é contudo muito dependente do sector turístico bem como de diamantes que representam 77% das receitas em exportação.

O desenvolvimento do sector do carvão permitirá diversificar a economia e de criar empregos, num país onde o desemprego é considerado entre 24% e 40%. "uma industrialização ecológica baseada no carvão oferece a possibilidade de um crescimento rápido do Produto interno bruto, melhoria das condições socioeconómicas, criação de empregos e de riqueza, facilitando a eliminação da pobreza, que poderá servir de modelo na África.