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16 Outubro de 2009 | 22h37 - Actualizado em 16 Outubro de 2009 | 22h37

Modelo de democracia em África espera sair da crise económica

Botsuana/Eleições

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Gaborone - O Botsuana, modelo de democracia em África, votou hoje com normalidade para renovar o seu Parlamento, num clima
ensombrado pela pior crise económica de sempre neste país rico em diamantes.  


 
O Botsuana propôs a Portugal o lançamento da cooperação no domínio das energias renováveis, em particular eólica e fotovoltaica, durante a visita que o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho, efectuou ao país em Julho, no âmbito de um périplo pela região.  


  
O Botsuana tem condições para ser um aliado de Portugal e da Europa na questão do Zimbabué e no reconhecimento pelos regimes africanos do Tribunal Penal Internacional (TPI), afirmara então Gomes Cravinho.  


  
Cerca de 725 mil eleitores, numa população de 1,9 milhão de habitantes, foram chamados às urnas para escolher 57 deputados, que escolherão em seguida o Chefe de Estado deste país quase desértico da África Austral.  


  
As assembleias de voto fecharam oficialmente pouco depois das 18:00 (hora de Lisboa) mas os eleitores nas filas de espera foram autorizados a votar após a hora limite. As operações decorreram com toda a normalidade, segundo os observadores.   


  
"Não recebemos qualquer queixa de actos de intimidação ou outros por parte dos diferentes partidos políticos, salientou o moçambicano Francisco Madeira, chefe da missão de observação regional.   


  
Os resultados do escrutínio só serão conhecidos no sábado. Na ausência de uma oposição credível, os analistas prevêem a vitória do
Partido Democrático do Botsuana (BDP), no poder desde a independência desta antiga colónia britânica em 1966.  


  
Se o BDP conservar a sua maioria, o Parlamento deverá depois reconduzir nas suas funções o chefe de Estado, Ian Khama, embora o seu estilo autoritário tenha criado divisões no seio do partido.  


  
Refutando qualquer tendência ditatorial, o presidente - no poder desde Abril de 2008 - explicou ter afastado alguns altos responsáveis para melhorar a eficácia do seu governo.  


  
"O que eu quero, é que os serviços públicos funcionem, no interesse da população", declarou este antigo militar de 56 anos, muito popular no estrangeiro por ter sido um dos únicos em África a criticar abertamente o presidente zimbabueano Robert Mugabe.  


  
O Botsuana, que tirava até agora três quartos das suas receitas em divisas da venda dos diamantes, não escapou à crise económica mundial.   


  
Graças às pedras preciosas, o Botusana conheceu um crescimento médio de 9 por cento até 2006. O país produzirá, este ano, menos
diamantes do que o ano passado e o seu Produto interno bruto (PIB) deverá registar uma contracção de 12 por cento em 2009.  


  
A queda das receitas já começou a pesar nos programas sociais do governo, com a supressão nomeadamente de cinco mil bolsas
universitárias, numa altura em que 47 por cento da população continua a viver com menos de um dólar por dia.  


  
Reina também a inquietação nos programas de luta contra a Sida, que afecta um em cada quatro adultos.