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06 Dezembro de 2011 | 10h53 - Actualizado em 06 Dezembro de 2011 | 10h53

Al-Qaeda quer somente a bandeira do Islão no país

Líbia

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Nicósia - Um dos principais ideólogos da Al-Qaeda, Abou Yahya al-Libi, considerou segunda-feira que só "a bandeira do Islão" deve flutuar na Líbia e apelou aos ex-rebeldes que derrubaram o governo de Muammar Kadhafi a escusarem-se de entregar as armas às novas autoridades.


Numa gravação efectuada pelo Al-Sahab, o grupo mediático da Al-Qaïda, e posta online em vários sites islamitas, Abou Yahya al-Libi declarou às novas autoridades que "o caminho (é) ainda longo e que os frutos da jovem revolução ainda não foram colhidos".


"Vocês estão hoje a atravessar caminhos que necessitam uma decisão séria; quer seja a escolha de um regime laico que dará prazer (... ao ocidente) ou (...) a instauração de um regime islâmico", disse.


"Para atender aos sacrifícios realizados pelas famílias dos falecidos e feridos (do conflito) e dos muçulmanos em geral, somente a bandeira do Islão deve flutuar na Líbia", acrescentou.


Apelou igualmente aos combatentes a "não entregar as suas armas" às novas autoridades.


O responsável da Al-Qaeda também alertou contra a "ganância" do ocidente à procura de se apoderar das riquezas petrolíferas da Líbia, apelando aos líbios no sentido de "lhes defrontar com coragem e determinação".


Abou Yahya al-Libi, considerado como um dos principais teóricos da Al-Qaeda, apareceu várias vezes nestes últimos anos em video-mensagens da Al-Qaeda. Em Março, o mesmo exortou aos rebeldes líbios a prosseguir a sua ofensiva contra o governo de Kadhafi.


Os Estados Unidos anunciaram em Setembro das sanções financeiras contra Abou Yahya al-Libi, que acreditam estar escondido no Paquistão.


Em Outubro, o novo número um da Al-Qaeda, o egípcio Ayman al-Zawahiri, apelou aos líbios a adoptar a lei corânica, a charia, como base do novo regime.