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13 Dezembro de 2011 | 11h09 - Actualizado em 13 Dezembro de 2011 | 11h09

Moncef Marzouki sucede Ben Ali como presidente "da primeira República árabe livre"

Tunísia

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Túnis - Moncef Marzouki, médico e ferroso opositor  de esquerda ao regime Ben Ali, foi eleito segunda-feira à presidência da Tunísia
pela Assembleia nacional constituinte, saída da eleição de 23 de Outubro, primeiro escrutínio pluralista livre da história do país, noticiou à AFP.


A primeira missão de Marzouk, após a prestação do seu juramento é designar um chefe de governo, que deve ser o islamista Hamadi Jebali, cuja futura equipa tem de obter a confiança da Assembleia.


           

Segundo a Constituição provisória votada sábado último pela Assembleia constituinte, o chefe de Estado é também o chefe das forças armadas e define a política estrangeira em concertação com o Primeiro-ministro.


          

Moncef Marzouki, 66 anos, dirigente do Congresso para a República (CPR, esquerda nacionalista), foi eleito por 153 votos, três contra, duas abstenções e 44 votos nulos, sobre um total de 202 votantes.


          

Onze meses após Zine El Abidine Ben Ali ter sido derrubado por uma sublevação popular que posteriormente deu origem a "primavera árabe", Marzouki manifestou a imprensa a sua  "grande honra" de se tornar o presidente da primeira República árabe livre".


           

Esse defensor dos Direitos humanos, vai ocupar hoje (terça-feira), os aposentos do palácio presidencial de Cartago, antes de prestar juramento sobre o Corão, ao abrigo da Constituição.


Ao ascender à magistratura suprema, o dirigente do CPR deverá renunciar todas as responsabilidades que lhe são acometidas no seio da sua formação política.


          

Marzouki, que viveu exilado durante 10 anos em França e concretiza assim um dos seus maiores sonhos, havia anunciado a sua candidatura à presidência da República, três dias, após o derrube, do antigo dirigente tunisino.


           

A cerimónia de transmissão de poderes com o presidente interino Fouade Mebazaa, que dirigiu a Tunísia desde o derrube de Ben Ali, terá lugar hoje (terça-feira) no palácio presidencial de Cartago, uma zona do norte de Túnis.


O novo chefe de Estado, pode ser demitido das suas funções por dois terços pelo menos dos eleitos.


           

O seu mandato deverá durar um ano, ou seja, até à redacção e a adopção de uma Constituição definitiva pela Assembleia constituinte e a realização de eleições gerais.