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29 Março de 2011 | 12h13 - Actualizado em 29 Março de 2011 | 12h13

Jacob Zuma criticado por apoiar resolução da ONU sobre Líbia

África do sul

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Cidade do Cabo - O líder da Liga da Juventude do Congresso Nacional Africano (ANC), Julius Malema, criticou publicamente o Governo do Presidente Jacob Zuma por apoiar a adoção pelas Nações Unidas duma resolução para a instauração duma zona de exclusão aérea na Líbia.

A 17 de Março, a África do Sul votou a favor da resolução do Conselho de Segurança da ONU consciente de que a sua aplicação implicaria ataques aéreos contra a Líbia.

"A África do Sul votou a favor de imperialistas e não podemos ficar felizes", disse Malema, sublinhando que o Governo do ex-Presidente Nelson Mandela "nunca iria votar a favor da matança de irmãos africanos imposta pelos nossos antigos mestres".

Ele questionou como o actual Governo pude votar a favor dos interesses da ONU e dos Estados Unidos, "um país que claramente quer controlar as nossas reservas petrolíferas".

Na semana passada, Zuma advertiu contra uma intervenção militar estrangeira na Líbia, sublinhando que os membros das Nações Unidas não devem ir além dos termos da resolução adotada para aplicar a zona de exclusão aérea.

"A África do Sul reengaja-se na posição do Conselho de Segurança e Paz da União Africana de 10 de março, que reafirmou o forte compromisso de África ao respeito da unidade e da integridade territorial da Líbia e ressaltou a rejeição de África duma intervenção militar estrangeira, sob qualquer forma", disse Zuma durante um comício para marcar o Dia dos Direitos Humanos na Cidade do Cabo.

Afirmou que a resolução do Conselho de Segurança da ONU deve ser implementada na letra e no espírito por todos os membros deste órgão onusino.

"As operações destinadas a aplicar a zona de exclusão aérea e a proteger os civis devem limitar-se a isso. Elas não devem lesar nem pôr em perigo os civis que a Resolução 1973 pretende proteger", sublinhou Zuma.

O Presidente sul-africano integra um painel presidencial de cinco membros encarregado pela União Africana de negociar uma solução pacífica da crise na Líbia.