Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » África

07 Junho de 2011 | 18h47 - Actualizado em 07 Junho de 2011 | 18h47

Reunidos partidos que lutaram pela independência nos cinco países africanos

Guiné-Bissau

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Bissau - Os partidos que lutaram pela independência nos cinco países africanos de língua portuguesa estão reunidos em Bissau, Guiné-Bissau, até quinta-feira para evocar o passado e perspectivar o futuro, noticia hoje (terça-feira) a LUSA. 


 
O encontro junta os secretários gerais do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, no poder na Guiné-Bissau), Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, no poder em Cabo Verde), Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder em Angola), a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO, no poder em Moçambique).

Representa são Tomé e Príncipe o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social-democrata (MLSTP/PSD, na oposição em São Tomé).  


 
No seu discurso de abertura do encontro, o presidente do PAIGC e actual primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, disse que os cinco partidos estão a assinalar, neste encontro de Bissau, os 50 anos da criação da CONCP- Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas. 


 
Criada em Marrocos, a CONCP era um espaço de troca de experiências entre as lideranças dos partidos que estavam a conduzir a luta pela independência nos países africanos de expressão portuguesa.  


 
Carlos Gomes Júnior entende que o fervor alcançado a partir daquele espaço não deve ser esquecido e, conquistadas que estão as independências nos cinco países, o espírito da cooperação não pode ser abandonado, já que "a luta não terminou com a conquista das independências políticas desses países".  


 
"Dada a existência de alguns focos de tensão no mundo, que põem em perigo a paz e a segurança internacionais, entendemos que tal como ontem, devemos unir-nos para assegurarmos a nossa sobrevivência, a paz e a prosperidade os nossos povos", defendeu o presidente do PAIGC.  


 
Para Carlos Gomes Júnior, aquilo só é possível se a antiga CONCP for transformada num novo espaço de concertação entre os cinco partidos e dotado de regras claras.  


 
Com a excepção de Moçambique, que se faz representar por Mariano Matsine, membro da comissão política da FRELIMO, todos os partidos se fizeram representar através dos respetivos secretários gerais.  


 
O MPLA é representado por Paulo Julião "Dino Matross", o PAICV por Armindo Maurício, o PAIGC por Augusto Olivais e o MLSTP/PSD por Fernando Maquengo.