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22 Junho de 2011 | 11h35 - Actualizado em 22 Junho de 2011 | 11h35

Liga Árabe exprime descontentamento pelas mortes de civis

Líbia

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Londres - O secretário geral cessante da Liga Árabe, Amr Moussa, que apoiou o lançamento dos ataques aéreos na Líbia, exprimiu o seu "descontentamente" após as perdas de vidas a civis imputadas por Trípoli à OTAN, numa entrevista ao jornal britânico The Guardian na sua edição de hoje (quarta-feira).

"Quando vejo crianças a serem mortas, é meu dever estar descontente. É por isso que alertei contra o risco de perdas civis", declarou Moussa, pouco depois da OTAN ser acusada pelo governo líbio de estar na origem da morte de 24 civis, incluindo crianças, em 48 horas.

"É momento de fazermos tudo o que for possível para obter uma solução política. Isso deve começar por um cessar-fogo real e sob supervisão da comunidade internacional. Até à implementação deste cessar-fogo, o coronel Muammar Kadhafi continuará no poder. Haverá de seguida um período de transição com vista a obter um acordo sobre o futuro da Líbia", acrescentou Moussa, que em breve deverá deixar a direcção da Liga Árabe para se apresentar às eleições presidenciais no Egipto.

O secretário cessante da Liga Árabe lembrou que a sua organização aceitou apoiar os ataques aéreos na Líbia para proteger as populações civis que eram vítimas dos ataques das forças líbias.
              

Moussa indicou por outro lado que foram mantidos contactos com vários países de África e do Médio Oriente, para ver se um deles estaria disposto a acolher o coronel Kadhafi.
              

O responsável cessante da Liga considerou que o caso da Síria foi diferente:  "Houve unanimidade na Líbia mas (sobre a Síria) há certas hesitações devido às questões estratégicas e políticas".

"Estamos escandalizados pelo que se passa na Tunísia, na Síria, na Líbia e no Iémen. A vasta maioria (no seio da Liga Árabe) não está à vontade com o que se passa na Síria", disse.
        

Questionado sobre o Presidente sírio, Bachar al-Assad, Amr Moussa respondeu: "As suas chances estão a reduzir. É uma corrida entre a reforma e a revolução".