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28 Setembro de 2011 | 17h53 - Actualizado em 28 Setembro de 2011 | 17h53

Guiné-Bissau distingue Aristides Pereira com a Medalha Amílcar Cabral

Cabo Verde

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Praia - A Guiné-Bissau atribuiu ao primeiro Presidente cabo-verdiano, Aristides Pereira, a título póstumo, a Medalha de Ouro Amílcar Cabral, a mais alta condecoração do Estado guineense, noticia hoje (quarta-feira) a AFP.  
 

A medalha foi entregue terça-feira à tarde à família de Aristides Pereira, falecido há cerca de uma semana em Portugal, pelo chefe de Estado guineense, Malam Bacai Sanhá, que esteve presente na Cidade da Praia nas cerimónias fúnebres oficiais de Aristides Pereira, à frente de uma vasta delegação. 
 

Em declarações aos jornalistas, Bacai Sanhá, que privou com Aristides Pereira desde o início da luta armada contra o regime colonial português (1963/74), disse estar "muito triste" com o desaparecimento físico do antigo líder do então Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC). 
 

"É muito difícil despedir-me. Cria consternação, cria tristeza. Mas deixa a certeza de que saberemos ter coragem para continuar a obra que deixou", afirmou Bacai Sanhá, visivelmente emocionado.  
 

"Lembro-me de muitos momentos, sobretudo, na altura da morte de Amílcar Cabral (janeiro de 1973), quando muita gente não acreditava que Aristides Pereira seria capaz de tomar conta do partido. E tomou", concluiu o chefe de Estado guineense, que se escusou a comentar se Amílcar Cabral teria "brilhado" sem a ajuda de Aristides Pereira.  

 
Henrique Rosa, ex-presidente interino da Guiné-Bissau (2003/2005), também presente na cerimónia, defendeu, em declarações à Agência Lusa, que se não fosse Aristides Pereira a tomar as rédeas da luta de libertação do jugo colonial português, "seria difícil" alcançar as metas a que o PAIGC se propunha.  
 

"Após o assassinato de Amílcar Cabral, não fosse estar à frente do partido, do PAIGC, um homem com a determinação, coragem, humildade, diálogo, com uma capacidade muito grande de juntar as pessoas, teria sido muito difícil a continuação da luta de libertação para ter as consequências que teve", sustentou.