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12 Janeiro de 2012 | 13h24 - Actualizado em 12 Janeiro de 2012 | 16h53

Brasileira Vale promete corrigir defeitos das "precárias" casas em Moatize

Moçambique

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Mapa de Moçambique

 Maputo - A mineira brasileira Vale assegurou que vai corrigir os defeitos das casas atribuídas pela empresa às 750 famílias que foram transferidas para Cateme, no distrito de Moatize, em Tete, no centro de Moçambique, anunciou a Lusa.  


  
    Na terça-feira, as famílias denunciaram publicamente "as precárias condições de vida" a que dizem estar sujeitas desde finais de 2009, altura em que foram realojadas naquela região. As casas que lhe foram atribuídas, afirmam, tem rachas nas paredes que permitem a infiltração de águas das chuvas.  


  
    Em comunicado enviado à Lusa, o administrador do distrito de Moatize, Manuel Guimarães, disse que o Governo moçambicano "obteve da empresa Vale Moçambique a reafirmação do compromisso da continuação da mobilização dos meios para instalar o estaleiro em Cateme e juntamente com as instituições do Governo proceder ao início dos trabalho" de reabilitação das casas.  


  
    Em declarações aos jornalistas, Manuel Guimarães mostrou-se, no entanto, surpreendido com a acção popular, "apesar dos fluxos de informação e dos esforços para a mobilização dos recursos para a área de reassentamento". 


  
    "O Governo do distrito de Moatize, em colaboração com a empresa Vale Moçambique e o Governo da província de Tete tem estado a trabalhar nos últimos tempos num plano de correcção dos referidos defeitos" das casas, garantiu. 


  
    Na terça-feira, as 750 famílias terão protestado também contra a brasileira Vale por as ter transferido para zona de Cateme, onde supostamente há dificuldades de acesso à água potável, terra arável e energia eléctrica.  


  
    Os residentes de Cateme montaram barricadas na estrada e na linha de caminho de ferro, protestando contra a demora da empresa mineira Vale Moçambique na resolução de problemas associados ao processo de reassentamento.  


  
    Uma brigada da Força de Intervenção Rápida (FIR) esteve no local e espancou alguns manifestantes, segundo uma fonte contactada pela Lusa.  


  
    De acordo com Polícia da República de Moçambique em Tete, 14 pessoas foram detidas, acusadas de terem perturbado a tranquilidade e ordem públicas em Moatize, ao impedirem a passagem do comboio de carvão para o porto da Beira.  


  
    O jornal O País, de Maputo, refere hoje que dos confrontos de terça-feira resultou um ferido e que os protestos continuam impedindo a circulação de comboios que transportam carvão da Vale para o porto da Beira, no Índico. 


  
    Mas, citado pelo diário Notícias, também de Maputo, o comandante provincial da PRM, Xavier Tocoli, disse que até às 12 horas de quarta-feira, haviam partido com destino ao porto da Beira três comboios, com 42 vagões cada um, transportando no total cerca de 2.500 toneladas de carvão.  


  
    "O Governo exorta a população de Cateme para se manter calma, retomar as suas rotinas diárias, distanciando-se de qualquer tipo de agitação que pretenda promover distúrbios e minar o clima de confiança que sempre caracterizou as relações entre a população e o Governo", disse Manuel Guimarães.