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09 Fevereiro de 2012 | 08h48 - Actualizado em 09 Fevereiro de 2012 | 08h47

FAO advoga ajuda alimentar de emergência

Sudão

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Cartum - A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) instou os países doadores, as agências humanitárias e o Governo do Sudão  a envidarem juntos esforços para prevenir uma eventual crise alimentar no país, indica um comunicado divulgado em Cartum.


Segundo a FAO, há uma necessidade urgente de mais de 41 milhões de dólares americanos para  conceder uma ajuda alimentar de emergência às populações vulneráveis do Sudão.


As colheitas para de 2011 a 2012 deverão ser muito poucas em relação à média, o que vai acentuar a insegurança alimentar no país, segundo o relatório de uma avaliação conjunta da produção agrícola e da segurança alimentar da FAO  e do Secretariado Técnico para a Segurança Alimentar (FSTS) do Ministério sudanês da Agricultura e Irrigação.


O relatório da Missão de Avaliação Agrícola e Abastecimento Alimentar Quasi (Quasi-CFSAM), realizado em colaboração com o Ministério Federal e os Ministérios da Agricultura dos Estados, baseia-se numa missão nacional no terreno efectuada em Novembro e Dezembro de 2011.


"Uma fraca queda das chuvas no início  do período agrícola reduziu a superfície das terras cultivadas e provocou fracos rendimentos no sector da agricultura pluvial. A pobreza dos pastos e a incerteza relativo aos pastos do Sudão-Sul estiveram na origem de migrações do gado mais precoces do que de costume, antes das colheitas, o que teve por efeito destruir as culturas”, sublinha o relatório.


Acrescenta que a insegurança que reinava na região agravou o problema interrompendo as actividades agrícolas normais.


A insegurança nas províncias de Kordofan-Sul e do Nilo-Azul fizeram com  que a missão só conseguisse ter um acesso muito limitado em cada um destes Estados. Por conseguinte, é impossível avaliar a amplitude da crise alimentar, lê-se no texto.


Toda a produção cerealífera do Sudão estima-se em dois milhões 770 mil toneladas, das quais 2,08 de sorgo, 360 mil de milho e algumas de trigo, de milho e de arroz, de acordo com a fonte.


A colheita de milho deverá ser particularmente fraca nos Estado de Darfur Norte (oeste) e de Kordofan Norte (sud).


Segundo a FAO, importações acrescidas  de cereais serão necessárias numa altura em que a economia sudanesa apresenta um défice fiscal e uma diminuição das suas receitas de divisas.