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10 Fevereiro de 2012 | 13h43 - Actualizado em 10 Fevereiro de 2012 | 13h43

PGR defende "capacidade efectiva" para combater nova criminalidade

Moçambique

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Maputo - O Procurador-Geral da República (PGR) moçambicano disse hoje que o país precisa de "uma capacidade efectiva" contra a ocorrência de novas modalidades de crimes, incluindo contra as pessoas, mas evitou apontar a onda de raptos que assola Maputo. 
 

Na quinta-feira, mais uma pessoa, da comunidade ismaelita e com familiares ligados a empreendimentos da Fundação Agha Khan, foi sequestrada em Maputo, subindo para 13 o número de cidadãos de origem asiática raptados nos últimos meses.  
 

As vítimas são restituídas à liberdade mediante o pagamento de elevadas quantias de dinheiro e nenhum dos casos até agora ocorrido teve esclarecimento por parte da polícia. 
 

As autoridades suspeitam do envolvimento de dois dos seis condenados na morte do jornalista Carlos Cardoso nos raptos, tendo transferido os suspeitos da cadeia de máxima segurança da Machava, arredores de Maputo, para celas do comando da polícia, no centro da capital. 
 

O PGR moçambicano, Augusto Paulino, afirmou hoje serem preocupantes os novos tipos de crimes que estão a surgir no país, principalmente contra as pessoas, património público e segurança do Estado. 
 

Augusto Paulino falava a figuras do sistema judicial moçambicano convidados à apresentação das novas instalações da Procuradoria-Geral da República, construídas com financiamento chinês. 
 

"Todos estes crimes desafiam a nossa capacidade de resposta, o que exige de nós, moçambicanos, capacidade de resposta efetiva", enfatizou Augusto Paulino. 
 

O carácter transnacional da nova criminalidade, considerou o PGR moçambicano, torna premente a cooperação internacional, sendo por isso essencial a ajuda de países parceiros nas diversas organizações de que Moçambique é membro.
 

"Temos de estar entre os lugares cimeiros ao nível da eficácia da procuradoria na África Austral e tal só podemos alcançar com uma Procuradoria competente, robusta e responsável", sublinho Augusto Paulino.