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10 Dezembro de 2012 | 19h36 - Actualizado em 10 Dezembro de 2012 | 19h36

Biografia do novo Primeiro-ministro

São Tomé e Príncipe

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Lisboa - O Primeiro-ministro indigitado de São Tomé e Príncipe, Gabriel Costa, vai liderar pela segunda vez o Governo do país depois de ter ocupado o cargo, também por nomeação, durante quase seis meses em 2002.  


  
  
Actual bastonário da Ordem dos Advogados, Gabriel Arcanjo Ferreira da Costa é natural da ilha do Príncipe, onde nasceu a 12 de Dezembro de 1954. 


  
 
Em Abril de 2002, Gabriel Costa foi chamado pelo então Presidente da República, Fradique de Menezes, para liderar um Governo de coligação formado pelo Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social-democrata (MLSTP/PSD), pela coligação Movimento Democrático Força da Mudança/Partido da Convergência Democrática (MDFM/PCD) e Uê-Kedadji, tendo sido destituído quase seis meses
depois.  


  
   
Antes de ser nomeado para a chefia do Governo em 2002, Gabriel Costa era embaixador de São Tomé e Príncipe em Lisboa, cargo que ocupava desde Julho de 2000.  


  
  
Licenciado em Direito por uma universidade francesa, onde tirou também o mestrado, Gabriel Arcanjo Ferreira da Costa, que completa na quarta-feira 58 anos, tem uma actividade política que remonta ao pós - independência de São Tomé e Príncipe, em 1975.  


  
   
Nesse mesmo ano, foi deputado na primeira Assembleia Nacional (AN) em representação da Juventude do Movimento de Libertação de S. Tomé e Príncipe (MLSTP, então partido único).  

  
   
Mais tarde, afastou-se do MLSTP e, depois da abertura ao multipartidarismo, em 1991, foi também eleito deputado nas eleições legislativas são-tomenses de 1994 e 1998, mas desta feita pela Acção Democrática Independente (ADI), de que foi co - fundador, em Agosto de 1992, e dirigente até 1994.  


  
   
O novo Primeiro-ministro são-tomense foi ainda assessor para os Assuntos Jurídicos e Políticos do ex-chefe de Estado são-tomense Miguel Trovoada, entre 1991 e 1995.  


  
   
Estas funções foram acumuladas com as de director de Gabinete de Trovoada até 1996, ano em que tomou posse como ministro de Estado, da Justiça, Reforma Administrativa e Administração Local.  
  


   
Em 1998, já depois de abandonar o executivo e de ter exercido durante algum tempo a profissão de advogado, aceitou o convite para o cargo de representante especial do então secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o angolano Marcolino Moco, para acompanhar o conflito político-militar na Guiné-Bissau (1998/99).  


  
   
Considerado localmente como uma personalidade política independente, tolerante e moderada, Gabriel Costa não renega o seu passado no regime monopartidário do MLSTP que vigorou até 1991. Depois da ADI, de que praticamente se afastou em 2000, aproximou-se no ano seguinte do então Presidente são-tomense, Fradique de Menezes.