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07 Abril de 2012 | 23h53 - Actualizado em 07 Abril de 2012 | 23h52

CEDEAO repudia declaração de Independência de Azawad

Nigéria

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Lagos - A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) qualificou a declaração de Independência de Azawad, região desértica do norte do Mali, divulgada pelos rebeldes tuaregues, de "nula e sem efeito".

Segundo uma nota da organização, divulgada este sábado, recorda que  ''o Mali é um país uno e indivisível”, por isso, a organização
regional composta por 15 Estados membros, entre os quais o Mali, adverte que tomará todas as medidas necessárias, incluindo o uso da força, para assegurar a integridade do território maliano.

A CEDEAO, de acordo com o documento, assinado pelo responsável da Organização, Désiré Kadre Ouedraogo, reafirmar o seu apego à integridade e à unidade do Mali, por isso manifesta o seu repudio e alertar contra qualquer tentativa de proclamação de independência de uma parte do Mali, por ser um Estado soberano.

Por seu turno, os rebeldes, sob liderança do Movimento Nacional de Libertação de Azawad (MNLA), asseguraram num comunicado
divulgado no seu site na internet o compromisso firme de criarem condições para uma paz duradoura e a lançar as bases institucionais do Estado com base numa constituição democrática para a região independente.

A declaração de independência surgiu numa altura que os chefes dos Estados-Maiores dos países membros da CEDEAO estavam reunidos em Abidjan, na Côte d'Ivoire, para discutirem a situação política no Mali, incluindo o desdobramento eventual de uma força militar regional no país.

A CEDEAO e a União Africana (UA) suspenderam o Mali das suas actividades e promovem uma campanha internacional visando isolar a junta militar que perpetrou o golpe de Estado de 22 de Março e a força os golpistas a devolverem o poder as autoridades
constitucionalmente eleitas.

A França, antiga potência colonial do Mali, condenou igualmente a declaração de independência da região de Azawad.