Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » África

17 Maio de 2012 | 19h01 - Actualizado em 17 Maio de 2012 | 19h01

Partidos cabo-verdianos favoráveis à adesão da Guiné-Equatorial à CPLP

Cabo Verde

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Praia - Os partidos políticos cabo-verdianos com assento parlamentar manifestaram-se favoráveis à entrada da Guiné Equatorial na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na próxima cimeira da organização lusófona que vai ter lugar no próximo dia 20 de Junho de 2012 na capital moçambicana, Maputo, soube a PANA na cidade da Praia de fontes partidárias.

A adesão da Guiné-Equatorial à CPLP foi um assuntos abordados nos encontros que o primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, manteve quarta-feira com delegações do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), no poder, do Movimento para a Democracia (MpD), maior partido da oposição, e da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), com dois assentos parlamentares, para análises de questões de política interna e externa do país.

No final da audiência com o chefe do Governo, o secretário-geral do PAICV, Armindo Maurício, sublinhou que existe já um quadro estratégico definido dentro da CPLP para adesão da Guiné-Equatorial e que o mesmo está a ser trabalhado individualmente pelos países e no conjunto da comunidade.

Armindo Maurício recordou que a Guiné Equatorial “assumiu um conjunto de compromissos formais e materiais para que estejam criadas condições para entrar na CPLP”, sublinhando que esses compromissos têm sido assumidos em todas as reuniões desde que a Guiné Equatorial passou a ter, desde de 2006, o estatuto de país observador na CPLP.

Também o líder da UCID, António Monteiro, considera que  a Guiné Equatorial está a colocar em prática o que os países da CPLP estão a exigir para a sua adesão à comunidade.

“Tendo em conta os interesses que Cabo Verde tem na região é de todo aceitável que ele defenda a posição para a integração da Guiné Equatorial no grupo da CPLP”, precisou.

António Monteiro disse ainda que o seu partido considera que “não é com posições radicais que se consegue ajudar países e pessoas”, sublinhando que “com a experiência que temos, podemos ajudar a Guiné Equatorial para melhorar a sua democracia e dar-lhe o apoio para, efectivamente, o país possa ter um regime mais saudável, em termos democrático, do que aquilo que tem actualmente”.

Por sua vez, o vice-presidente do MpD disse aos jornalistas que o partido “é a favor da entrada da Guiné Equatorial se os chefes de Estado da CPLP chegarem à conclusão de que o país cumpriu com os requisitos exigidos”.

O Governo de Cabo Verde já anunciou que apoia a entrada da Guiné Equatorial na CPLP desde que o país cumpra com os pressupostos estatutários da organização.

Em declarações, no passado mês de Fevereiro à Rádio de Cabo Verde (RCV), José Maria Neves disse  que o seu país já não via nenhum problema quanto ao ingresso da Guiné Equatorial na CPLP, uma vez que, segundo ele, o regime de Teodoro Obiang Nguema, no poder desde 1979, está a introduzir as reformas.

Na cimeira de Luanda (Angola) em 2010, os chefes de estado e do governo mandataram a presidência em exercício e o Secretariado Executivo da CPLP para elaborar um programa de apoio às reformas a concretizar pela Guiné Equatorial para dar pleno cumprimento às disposições estatutárias da CPLP, particularmente no que respeita à adopção e utilização efectiva da língua portuguesa.

A presidência em exercício da CPLP ficou ainda incumbida de elaborar um relatório de avaliação dos progressos realizados pela Guiné Equatorial, que será submetido aos chefes de Estado na próxima conferência de Maputo, apesar das reservas já manifestadas por Portugal e por Moçambique.

Segundo fonte do Secretariado Executivo da CPLP, em Lisboa, há forte convicção de que os chefes de Estado e de governo da organização vão, desta vez, deliberar positivamente, tendo em conta o trabalho que as diplomacias estão a realizar.