17 Julho de 2012 | 17h27 - Actualizado em 17 Julho de 2012 | 17h35
Novo fóssil de ave pré-histórica baptizada com nome de Nelson Mandela
África do Sul/Biologia

Envia por email
Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir
Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar
Mapa da África do Sul
Paris - Biologistas descobriram um novo fóssil de pica-pau na África do Sul e lhe baptizaram de "Australopicus nelsonmandelai" em homenagem ao antigo presidente sul-africano que festeja, quarta-feira (18 de Julho), os seus 94 anos, constituindo uma oferta
de aniversário inesperado pelo ex-estadista, noticia a AFP.
O Australopicus nelsonmandelai não é qualquer pica-pau (ave trepador) porque se trata da mais antiga ave encontrada no continente africano e ele pertence a uma espécie fóssil até aqui desconhecida, asseguram os cientistas do Instituto de Pesquisa Senckenberg de Frankfurt (Alemanha) e do Instituto de genoma Funcional de Lyon (França).
"Nomeamos a nova espécie +Nelson Mandela+, um pouco como uma prenda científica para o seu 94º aniversário", explica num comunicado Albrecht Manegold, ornitologista do Instituto Senckenberg.
Os restos de Australopicus nelsonmandelai foram extraídos de um jazigo fossífera de que conserva ossadas antigas de mais de cinco milhões de anos e já foram retiradas nela mais de 60 espécies de aves.
Segundo os pesquisadores, que publicaram a sua descoberta na revista científica "Journal of Vertebrate Paleontology", essa nova espécie de pica-pau data do Pliocénio (de 5,3 a 2,5 milhões de anos). E ela está directamente ligada à espécies de pica-paus que vivem actualmente na Eurásia e na América, "e não os que encontramos hoje em África", indicaram.
"Essa nova espécie representa uma quarta linhagem, até aqui desconhecida, de pica-paus africanos de origem eurasianiana que se encontravam provavelmente isoladas no continente africano, após a mudança climáticas (ambiente)", escrevem os ornitologistas.
Segundo eles, a presença de Australopicus nelsonmandelai no site do Langebaanweg sugere que eles existiam provavelmente baseadas em zonas arborizadas na região no início do Pliocénio.
