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02 Julho de 2013 | 09h20 - Actualizado em 02 Julho de 2013 | 09h20

Governo e Renamo sem consenso para resolver crise no país

Moçambique

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Maputo - O governo de Moçambique e a Resistência Nacional Moçambicana (oposição) falharam segunda-feira o consenso na oitava ronda de diálogo sobre a crise político-militar, por discordarem quanto à desmilitarização da Renamo, ponto prévio apresentado pelo executivo de Maputo. 
 

No domingo, as autoridades moçambicanas anunciaram que o governo iria apresentar no encontro de segunda-feira "um ponto prévio que tem a ver com a desmilitarização da Renamo, para que este movimento se conforme com o quadro de um Estado de Direito Democrático que regula as actividades dos partidos políticos no país", disse o porta-voz da Presidência moçambicana, Edson Macuácua. 
 

Em declarações aos jornalistas, o responsável pela delegação governamental, José Pacheco, que é igualmente ministro da Agricultura, disse no final da ronda negocial que o governo viu "uma Renamo não disposta a falar sobre este assunto". 
 

Contudo, o chefe da delegação da Renamo, Saimon Macuiane, disse que o seu partido entende que a proposta do governo moçambicano poderá ser tratada quando se discutir um dos quatro pontos anteriormente apresentados pelo maior partido da oposição relativo às Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). 
 

"O governo trouxe uma questão prévia, que é a desmilitarização dos homens da Renamo, e nós entendemos que era uma forma de procurar introduzir o segundo ponto relativo às FADM que está agendado. Neste contexto, nós respondemos que este assunto merecerá o seu tratamento quando chegar a vez de tratarmos o assunto das FADM", disse Saimon Macuiane. 
 

Desde Dezembro que as partes tentam alcançar, sem êxito, um consenso em torno da legislação eleitoral aprovada no parlamento pela Frelimo, partido no poder, apoiada pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira bancada parlamentar, que tem oito deputados. 
 

A lei prevê uma presença menor dos representantes dos partidos na CNE e maior representação da sociedade civil no órgão de gestão das eleições gerais (presidenciais e legislativas), previstas para 2014, e das autárquicas agendadas para 20 de Novembro próximo. 
 

A despartidarização do aparelho de Estado, das Forças Armadas e Defesa Nacional e as questões económicas também são alguns dos pontos discutidos, disse anteriormente aos jornalistas o chefe da delegação da Renamo. 
 

No domingo, o presidente moçambicano, Armando Guebuza, propôs um encontro com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, na próxima semana na capital moçambicana, Maputo, convite ao qual o presidente da maior força política da oposição vai responder na quarta-feira em conferência de imprensa. 
 

Em contacto com a Lusa, o porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, disse que Afonso Dhlakama se vai pronunciar sobre a proposta de encontro com o chefe de Estado na próxima quarta feira, em conferência de imprensa a realizar em Santujira, localizado na Serra de Gorongosa, na província de Sofala, onde reside desde o ano passado.