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08 Dezembro de 2015 | 11h39 - Actualizado em 08 Dezembro de 2015 | 11h26

Egipto: Autoridade religiosa egípcia critica proposta "racista" de Trump sobre muçulmanos

Cairo - A proposta do republicano Donald Trump de proibir a entrada nos Estados Unidos dos muçulmanos é "racista" e serve apenas para aumentar a tensão entre as comunidades, afirmou a principal autoridade religiosa do Egipto.

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candidato republicano à casa Branca, Donald Trump (foto de arquivo)

Foto: MANDEL NGAN

             
O magnata, favorito na disputa das primárias republicanas nos Estados Unidos, defendeu na segunda-feira o encerramento "total" das fronteiras dos Estados Unidos aos muçulmanos porque, afirmou, muitos deles apoiam a ideia da jihad.

A Dar al-Iftaa "denuncia estes comentários extremistas e racistas", destaca um comunicado divulgado por este organismo oficial de ulemás liderado pelo grande mufti do Egipto, uma instituição queema cada ano publica dezenas de milhares de opiniões jurídicas e consultas que influenciam a vida diária do país. Os textos, no entanto, não têm carácter legal.
               
"Esta visão hostil ao islão e aos muçulmanos aumentará as tensões dentro da sociedade americana, levará ao conflito e dará oportunidades aos extremistas de todo tipo para realizar os seus actos criminosos", advertiu.
               
A instituição conclui que é injusto querer castigar todos os muçulmanos por causa de um grupo de extremistas, não se pode acusar uma religião ou um país de ser a fonte do extremismo e do terrorismo, fazendo um apelo aos americanos para que rejeitem as declarações de Trump.
              

Assuntos Egipto  

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