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10 Maio de 2015 | 17h23 - Actualizado em 10 Maio de 2015 | 17h23

Moçambique: Ratificação do Acordo Ortográfico espera pelo parlamento

Maputo - O presidente da Comissão Nacional do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP) em Moçambique, Lourenço do Rosário, considera que compete agora ao parlamento a ratificação do Acordo Ortográfico, assinalando que a proposta foi aprovada pelo Governo moçambicano há três anos.

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"O Acordo Ortográfico em Moçambique já foi aprovado pelo Governo, mas o Conselho de Ministros remeteu-o ao parlamento  que deve ratificar o acordo", disse Lourenço do Rosário.

Adiantou que o IILP já está a trabalhar activamente nos instrumentos que vão materializar o Acordo Ortográfico, lembrando que Moçambique foi um dos primeiros a entregar à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) o vocabulário ortográfico comum.

De acordo com o académico, o Acordo Ortográfico ainda não foi discutido pelo parlamento moçambicano, devido às prioridades da actualidade política moçambicana, marcada, nos últimos dois anos, pela crise político-militar entre a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) e o Governo moçambicano e pelas quartas eleições gerais de 15 Outubro.

"Nós não temos qualquer reserva em relação ao Acordo Ortográfico, pelo contrário", realçou Lourenço do Rosário, garantindo que os ministérios da Educação e Desenvolvimento e dos Negócios Estrangeiros e Cooperação estão a trabalhar para agendar no parlamento a ratificação do acordo em Moçambique.

Por seu turno, o presidente do Conselho Científico do IILP, o escritor moçambicano Calane da Silva, disse que a Assembleia da República já devia ter ratificado o acordo, considerando que o país está a "perder tempo e dinheiro com essa morosidade".

"As pessoas ainda precisam ser formadas e actualizadas sobre as mudanças. Tudo agora está nas mãos do parlamento e quanto mais tempo levar pior para Moçambique", declarou Calane da Silva.

O Acordo Ortográfico foi ratificado pela maioria dos países lusófonos, à excepção de Angola e Moçambique. Em Angola ainda nem foi aprovado pelo Governo. Portugal e Brasil estabeleceram moratórias para a aplicação do acordo, estando prevista a entrada em vigor efectiva a 13 de Maio e a 01 de Janeiro próximos, respectivamente.

Assuntos Acordo  

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