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15 Dezembro de 2016 | 18h30 - Actualizado em 15 Dezembro de 2016 | 18h31

Guiné-Bissau: Chefes de Estado africanos debatem crise no país com líderes partidários guineenses

Bissau - Líderes de quatro dos cinco partidos com representação no Parlamento da Guiné-Bissau deslocaram-se hoje, quinta-feira, para a Nigéria para debater com os chefes de Estado da África Ocidental a crise política no país, noticiou a Lusa.

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Domingos Simões Pereira - líder do PAIGC integra delegação dos seus pares que foi a nigéria

Foto: angop

Domingos Simões Pereira, do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Vicente Fernandes, do Partido da Convergência Democrática (PCD), Agnelo Regalla, da União para Mudança e Iaia Djaló, do Partido da Nova Democracia (PND) vão apresentar aos líderes da África Ocidental os motivos da contestação ao novo governo guineense.

O Presidente guineense, José Mário Vaz, nomeou o general na reserva Umaro Embaló, de 44 anos, primeiro-ministro e este formou o seu governo, só que o executivo é contestado pelos quatro partidos que não o integram.

Estes acusam o chefe do Estado de ter feito um governo fora do entendimento alcançado em Conakry, em Outubro deste ano, que visava formar uma equipa que incluísse todas as forças políticas guineenses representadas no Parlamento e que fosse liderado por um primeiro-ministro de consenso.

Partidos e elementos representativos da sociedade civil guineense reuniram-se na capital da Guiné-Conakry em Outubro, sob a mediação do líder daquele país, para a busca de um entendimento que pudesse viabilizar a governação do país.

Alpha Condé, que actuou sob o mandato de líderes da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), promete anunciar os resultados da mediação que fez perante os seus homólogos na cimeira de Abuja, capital da Nigéria, no sábado.

Apenas o Partido da Renovação Social (PRS), segunda força política mais votada nas últimas eleições de 2014, integra, oficialmente, o novo governo guineense, que conta com figuras dissidentes do PAIGC, vencedor das eleições, mas que tem estado arredado do poder devido às divergências com o chefe do Estado.

A crise política que se mantém na Guiné-Bissau, mesmo com a formação do novo, é um dos assuntos a debater na cimeira de líderes da CEDEAO que terá lugar no sábado na cidade nigeriana de Abuja.

O Presidente guineense, José Mário Vaz, deverá viajar na madrugada de sábado para tomar parte na cimeira onde também vai estar presente o novo primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, que hoje se deslocou para Abuja na companhia de Soares Sambu, antigo chefe da diplomacia do país.

Assuntos Guiné-Bissau  

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