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13 Outubro de 2016 | 16h15 - Actualizado em 13 Outubro de 2016 | 16h14

Guiné-Bissau: África Ocidental pede acordo urgente para acabar com crise politica no país

Bissau - Os países da África Ocidental solicitaram nesta quinta-feira, aos dirigentes da Guiné-Bissau, para que se entendam com urgência e acabem com a crise política no país, lê-se num comunicado da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), noticou a Lusa.

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Logotipo da CEDEAO

Foto: Divulgacao

"A CEDEAO apela a todas as partes envolvidas na discussão em curso a aproveitar esta ocasião para pôr termo ao bloqueio institucional que afecta o país, atendendo aos superiores interesses dos cidadãos" e pede um acordo "urgente", refere-se no documento.

Sublinha o documento que a comunidade reitera a necessidade urgente de se chegar a um acordo durável para garantir a estabilidade da Guiné-Bissau.

O presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, na qualidade de mediador da CEDEAO, está a acolher na sua capital, desde terça-feira, uma mesa redonda de negociações com os dirigentes de Bissau - encontro ainda sem fim à vista, disse fonte no local à Lusa.

A reunião surge depois de Condé e Ernest Koroma, presidente de Serra Leoa, terem conseguido em Setembro, numa visita a Bissau, que os dois principais partidos (PAIGC e PRS), o actual primeiro-ministro e o presidente do parlamento assinassem um compromisso de seis pontos.

O primeiro deles prevê a formação de um governo de inclusão, que consiga ver aprovado no parlamento o seu programa e um orçamento de Estado, e assim desbloquear o país e garantir estabilidade até ao fim da legislatura (2018).

Os outros cinco pontos preveem que uma reforma da Constituição, da lei da administração territorial, da lei eleitoral e dos partidos, que haja fortalecimento do sistema de justiça e que avancem as reformas nos sectores da defesa e da segurança.

"A CEDEAO reafirma o seu apoio à colocação em marcha do roteiro de seis pontos que deverá levar o país a seguir o caminho da coesão social e da erradicação progressiva da pobreza", conclui-se no comunicado.

Assuntos Guiné-Bissau  

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