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25 Outubro de 2016 | 18h58 - Actualizado em 25 Outubro de 2016 | 18h57

Guiné-Bissau: União Europeia e União Africana apelam para "boa fé" de actores políticos

Bruxelas (Bélgica) - A União Europeia e a União Africana saudaram nesta terça-feira, em Bruxelas, o recente acordo com vista a ultrapassar o impasse político na Guiné-Bissau, instando todos os actores políticos no país a agirem de "boa-fé" na implementação do compromisso, noticiou a Lusa.

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MAPA DA GUINE BISSAU

Foto: ANGOP

No final do encontro anual entre o Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA) e o Comité Político e de Segurança da União Europeia (UE), realizado esta terça-feira em Bruxelas, no quadro dos diálogos frequentes previstos na parceria UE-África, a declaração conjunta adoptada aborda diversos conflitos e situações de crise no continente africano, incluindo a situação na Guiné-Bissau.

"Sobre a Guiné-Bissau, o Conselho de Paz e Segurança da UA e o Comité Político e de Segurança da UE saúdam o recente acordo em torno de uma solução consensual para o impasse político no país, e sublinham o papel chave desempenhado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO)", lê-se na declaração conjunta.

União Africana e União Europeia sublinham, por outro lado, "a necessidade de todos os actores políticos na Guiné-Bissau se empenharem de boa-fé na implementação e concretização do acordo, incluindo a instalação de um governo inclusivo, de modo a assegurar a estabilidade, o funcionamento das instituições e a retoma económica", completa a declaração conjunta hoje adoptada em Bruxelas.

Os principais actores da crise política na Guiné-Bissau concordaram em 10 de Setembro com a criação de um novo Governo integrado por todos os representantes guineenses, parte de um plano de seis pontos desenhado pela CEDEAO.

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, iniciou na segunda-feira, uma audição a dirigentes do país visando a nomeação de uma figura de consenso para o cargo de primeiro-ministro, que deverá ser também alguém da sua confiança.

O chefe de Estado, que vai ouvir os partidos com assento parlamentar na quarta-feira, deverá tomar uma decisão sobre o chefe de Governo até final da semana, disse à Lusa fonte ligada ao processo.

Na passada semana, o Conselho de Segurança das Nações Unidas também já convidara "todos os envolvidos a não pouparem esforços" para a total e atempada implementação do acordo, pedindo ao presidente da Guiné-Bissau que "proceda à nomeação do primeiro-ministro consensual o mais cedo possível".

Segundo o acordo da CEDEAO, uma das tarefas essenciais do novo Governo de unidade nacional será uma revisão da Constituição.

Outras das funções do Executivo será a reforma da lei eleitoral, da lei-quadro dos partidos políticos e do sector militar.

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