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09 Fevereiro de 2017 | 13h09 - Actualizado em 09 Fevereiro de 2017 | 13h09

Somália: Antigo primeiro-ministro Mohamed Farmajo eleito presidente

Mogadíscio - O antigo primeiro-ministro somali, Mohamed Abdullahi Farmajo, foi eleito quarta-feira presidente seu país após uma votação dos parlamentares e prometeu lutar contra dois flagelos assolam a Somália, nomeadamente a corrupção e os combatentes islâmicos Shebab.

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Bandeira da Somália

Foto: divulgação

Depois de duas voltas da votação que durou mais de seis horas, o presidente cessante Hassan Sheikh Mohamud reconheceu a derrota e Mohamed Abdullahi "Farmajo", membro de um dos principais clãs do país, os Darod, foi proclamado vencedor. A sua eleição marca o fim de um processo eleitoral de vários meses, várias vezes adiado e marcado por inúmeras acusações de corrupção e manipulação.

Apesar da ausência do sufrágio universal, cuja introdução foi finalmente adiada para 2020, esta eleição é vista como um grande avanço neste país privado de um governo central efectivo desde a queda de Siad Barre em 1991.

"É o começo da unidade para a nação somali, o início da luta contra os Shebab e a corrupção", afirmou o novo presidente perante os parlamentares, jornalistas e observadores reunidos no aeroporto de Mogadíscio - um dos locais mais protegidos da cidade - onde a eleição foi realizada.

Dispondo das nacionalidades somali e americana, Mohamed Abdullahi 'Farmajo' foi primeiro-ministro durante oito meses em 2010 e 2011. Foi exonerado antes de ter a oportunidade de mostrar o seu valor, mas continua muito popular junto do povo, que vê-lo como um homem capaz de defender os pobres e os refugiados.

"Hoje é um grande dia, (...) Felicito Farmajo pela sua vitória e apelo a todos a trabalhar com ele de maneira sincera", declarou, por sua vez, o presidente cessante Hassan Sheikh Mohamud, cuja administração é acusada de corrupção e apontada pelo seu balanço em matéria de segurança.

Civis e soldados celebraram, com disparos ao ar, a vitória do novo presidente em Mogadíscio, enquanto as ruas estavam quase desertas durante dois dias.

Receando por um novo ataque dos Shebab, o governador da capital pediu aos moradores para permanecer nas suas residências, uma vez que as lojas e escolas estiveram fechadas e soldados fortemente armados patrulhavam as ruas.

No campo de refugiados de Dadaab, o maior do mundo, localizada no Quénia e habitado por somalis, muitos manifestaram a sua alegria e entoaram o hino nacional, constatou a AFP. "Este é o homem que precisamos", disse Kassim Anfi.

Cerca de 14 mil eleitores delegados – de um total de 12 milhões de somalis - votaram entre Outubro e Dezembro de 2016 para eleger os novos deputados, entre os candidatos geralmente escolhidos com antecedência por consenso ou negociações, em representação de cada clã ou sub-clã.

O sufrágio universal foi inicialmente prometido aos somalis, mas este compromisso foi finalmente adiado para 2020. No entanto, estas eleições são vistas como um avanço democrático comparativamente as de 2012, durante as quais 135 "anciãos" escolheram todos os deputados.

Assuntos Somália  

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