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17 Fevereiro de 2017 | 16h44 - Actualizado em 17 Fevereiro de 2017 | 17h41

Congo: Antigo adjunto dos serviços de segurança morre em detenção

Brazzaville - O coronel, Marcel Ntsourou, antigo secretário geral adjunto do Conselho Nacional de Segurança (CNS) do Congo, condenado à prisão perpétua e trabalhos forçados em 2014, morreu hoje, sexta-feira, por doença num hospital militar em Brazzaville, soube-se junto do seu advogado, citado pela AFP.

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um ângulo da cidade de Brazzaville, capital do Congo

Foto: Cortesia de Pedro da Ressureição

"Confirmo que o coronel Marcel Ntsourou morreu. O seu corpo está prestes a ser transferido para a morgue (municipal de Brazzaville). Ignoro o que realmente se passou, uma vez que não tive acesso ao seu dossier médico", declarou Éric Yvon Ibouanga.

Segundo uma fonte penitenciária, que solicitou o anonimato, Ntsourou morreu na sua cela por volta das 11h00 locais. Entrou numa profunda coma, vomitando muito sangue.    

A notícia da morte do coronel Marcel Ntsourou, 60 anos, expandiu-se em Brazzaville como um balde de água fria, apesar de não se ter registado nenhum movimento de pânico na cidade.               

Em Setembro de 2014, esse oficial que nasceu em Lékana (centro do Congo), foi julgado e condenado por "rebelião, detenção ilegal de armas de guerra e de munições, assassinato, golpes e ferimentos voluntários e associação de malfeitores" pelo Tribunal Criminal de Apelação de Brazzaville.

O mesmo, foi detido a 16 de Dezembro de 2013, no termo de violentos confrontos entre suas milícias e o exército, que tinham causado 22 mortos em pleno centro da capital.

Antes cair na desgraça após ter sido posto em causa na explosão de depósito de munições de Mpila, bairro residencial de Brazzaville, que causou pelo menos 300 mortos a 04 de Março de 2012.                

Em consequência disso, foi detido durante um ano e meio, depois julgado e condenado a cinco anos de trabalhos forçados.
 
               

Assuntos República do Congo  

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