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17 Fevereiro de 2017 | 16h44 - Actualizado em 17 Fevereiro de 2017 | 16h44

Mali: Autoridades interinas instaladas a partir de sábado

Bamako - O governo do Mali vai instalar os presidentes interinos, no Norte do Mali, com destaque para Kidal, bastião da antiga rebelião tuaregue, soube-se hoje de fonte oficial.

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Mapa do Mali

Foto: Divulgação

A instalação das autoridades interinas, segundo o comunicado do ministério maliano da Administração do Território, citado hoje, sexta-feira pela AFP, visa dar cumprimento ao acordo de paz assinado, em Maio-Junho de 2015.

No dia 10 de Fevereiro, os signatários do acordo de paz estabeleceram um novo calendário, que prevê a execução, antes do fim do corrente mês, de duas disposições importantes do acordo, mormente a patrulha mista e a instalação das autoridades interinas, nas cinco regiões administrativas do Norte.

De acordo com o texto, Hassan Ag Fagaga, da Coordenação dos Movimentos de Azawad (CMA, ex-rebelião de maioria touareg) foi nomeado presidente das autoridades interinas, na região de Kidal, (Nordeste).

Fagaga será instalado sábado pelo ministro da Administração do território e da Descentralização Mohamed Ag Erlaf.

Djibrila Maïga, da coligação dos grupos armados pró- governamentais, vai dirigir a região de Gao, enquanto Boubacar Ould Hamadi da CMA vai ser instalado, em Tombouctou (Noroeste).

Nas regiões administrativas recentemente criadas, de Ménaka (Nordeste) e de Taoudénit, serão instalados respectivamente Abdoul Wahab Ag Ahmed Mohamed, do Movimento para a Salvação da Azawad (MSA, saído de uma divisão de um grupo da CMA) e Hamoudi Sidi Ahmed Aggada.

A nomeação deste empresário residente, em Bamako, foi contestada pela ala do Movimento Árabe da Azawad (MAA) no seio da antiga rebelião, e pelas associações e chefes e tribos da região de Tombouctou.

No seu comunicado tornado público, o MAA diz rejeitar qualquer tentativa de impor um presidente ao colégio de transição da região de Taoudénit.

Em virtude do acordo de paz de 2015, as autoridades interinas vão gerir aquelas cinco regiões, esperando pela eleição das Assembleias dotadas de importantes poderes.

A sua missão será, nomeadamente de preparar as referidas eleições e facilitar o regresso dos deslocados.

As patrulhas mistas entre soldados malianos, combatentes do grupos pró-governamentais e da CMA, são o prelúdio da constituição do Exército maliano unificado.

O acordo tem como objectivo isolar definitivamente a antiga rebelião maioritariamente touareg, dos jihadistas que em 2012, tomaram controlo do norte do país.

Assuntos Mali  

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