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16 Novembro de 2017 | 18h31 - Actualizado em 16 Novembro de 2017 | 18h30

Zimbabwe: Mnangagwa poderá tomar controlo do governo país

Harare - O destituído antigo vice-presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, encontra-se desde quarta-feira na base da força aérea zimbabweana de Manyame, arredores de Harare, a capital, para tomar o controlo do governo deste país da região austral da África, onde a situação continua incerta.

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antigo vice-presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, pode tomar controlo do poder

Foto: Alberto Julião

A Agência Noticiosa Africana (ANA) refere que informações não confirmadas dizem que o Presidente zimbabweano, Robert Mugabe, sua mulher, Grace Mugabe, e outros membros do governo estão sob prisão domiciliária.

Mnangagwa, também conhecido pela alcunha “O Crocodilo”, foi demitido, semana passada, na sequência de uma luta pela liderança na Zanu-PF, partido no poder, como parte da sucessão do Presidente Mugabe.

Veterano da luta pela independência, Mnangagwa fugiu para a África do Sul depois de ameaças de morte.

O Exército tomou o controlo da televisão estatal e declarou que estava numa operação direccionada contra “criminosos” a volta de Mugabe, mas que ele (Presidente) e sua família estavam num lugar seguro.

O major-general S.B. Moyo, chefe da Logística do exército, explicou que a acção dos militares não era um golpe de Estado.

O comandante das Forças de Defesa do Zimbabwe, o General Constantino Chiwenga, advertiu segunda-feira que o Exército iria tomar “acção drástica” se facções na Zanu-PF continuassem a remover membros com passado no Exército.

A Zanu-PF emitiu um comunicado no qual descreveu os comentários de Chiwanga de traição.

A declaração de Chiwenga ocorreu depois da facção da Zanu-PF “G40”, que apoia Grace Mugabe para a sucessão, prometer demitir todos os aliados considerados apoiantes da facção “Lacoste”, que é simpática a Mnangagwa.

Entretanto, o presidente da Liga Juvenil da Zanu-PF, Kudzai Chipanga, pediu desculpas ao Exército pela sua declaração hostil contra o General Chiwenga.

Fontes próximas das forças armadas dizem que Robert Mugabe não está a cooperar para renunciar à liderança, abrindo assim caminho para um governo inclusivo no país.

 As principais artérias de Harare foram encerradas pelo Exército e a cidade está mais calma do que quarta-feira.

Assuntos Zimbabwe  

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