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07 Dezembro de 2017 | 18h01 - Actualizado em 07 Dezembro de 2017 | 18h01

RD Congo: Refugiados burundeses opõem-se ao registo biométrico

Bukavu - Pelo menos dois mil refugiados burundeses que vivem num centro de trânsito, no Leste da República Democrática do Congo (RDC) opuseram-se ao registo biométrico, por causa de uma crença religiosa, disse quinta-feira à AFP, Augustin Bulimuntu.

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MAPA DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO

Foto: ANGOP

Bulimuntu é responsável  da Comissão Nacional dos Refugiados (CNR), em Bukavu, sede provincial do Kivu-Sul.

Segundo Bulimuntu, a atitude é contrária às disposições legais sobre o estatuto dos refugiados, na RDC, esclarecendo que o registo biométrico faz-se através das impressões digitais.

Dionise Nyandwi, porta-voz dos refugiados explicou que a maioria daquelas pessoas que estão na aldeia congolesa de Kamanyola, é adepta da profetiza Zebiya, que garante ter tido visões da Virgem, no Norte do Burundi.

Segundo a Missão da ONU, na RDC (MONUSCO), em Setembro último, 36 burundeses foram mortos pelas Forças Armadas Congolesas, em Kamanyola, quando se manifestavam.

Por seu lado, Kinshasa tinha lamentado a morte de um tenente morto e pelo menos 20 membros de um grupo armado.

Testemunhas recolhidas pela AFP, em Setembro, diziam que os burundeses afirmaram terem sido vítimas de perseguição religiosa, do governo do Burundi, na sua qualidade de adeptos da profetiza Zebiya.

Em 2013, 200 adeptos do mesmo grupo religioso havia sido condenados pela Justiça burundesa, a penas de prisão até cinco anos, por desobediência.

Assuntos RDCongo  

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