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07 Dezembro de 2017 | 17h19 - Actualizado em 07 Dezembro de 2017 | 17h19

Etiópia: União Africana lamenta decisão dos Estados Unidos sobre Jerusalém

Addis Abeba - O presidente da Comissão da União Africana (CUA), Moussa Faki Mahamat, lamentou a decisão dos Estados Unidos da América de reconhecer Jerusalém como a capital do Estado de Israel, considerando que aumentará a tensão naquela zona.

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Moussa Faki Mahamat - Presidente da Comissão da União Africana

Foto: Francisco Miudo

"O presidente regista com profunda preocupação a decisão da administração norte-americana de reconhecer Jerusalém como a capital do Estado de Israel e lamenta uma decisão que aumentará as tensões na região e complicará ainda mais a procura de uma solução para o conflito israelo-palestiniano", adianta, em nota divulgada hoje, a União Africana.

Na mesma nota, o presidente da organização, reitera a solidariedade da União Africana com o povo palestiniano e a sua "pretensão legítima de um Estado independente e soberano, tendo Jerusalém Leste como capital".

A União Africana apela, neste contexto, para "esforços internacionais redobrados para encontrar uma solução justa e duradoura para o conflito", assente na existência de dois Estados, no quadro das decisões das Nações Unidas.

Donald Trump anunciou na quarta-feira que os Estados Unidos reconhecem Jerusalém como capital de Israel e que vão transferir a sua embaixada de Telavive para Jerusalém, contrariando a posição da ONU e dos países europeus, árabes e muçulmanos, assim como a linha diplomática seguida por Washington ao longo de décadas.

Os países com representação diplomática em Israel têm as embaixadas em Telavive, em conformidade com o princípio, consagrado em resoluções das Nações Unidas, de que o estatuto de Jerusalém deve ser definido em negociações entre israelitas e palestinianos.

Oito dos 15 membros integrantes do Conselho de Segurança da ONU (entre os quais não está a Rússia) convocaram uma reunião de urgência deste órgão para analisar o anúncio de Trump e uma eventual resposta à decisão de Washington.

A reunião está prevista para sexta-feira.

A questão de Jerusalém é uma das mais complicadas e delicadas do conflito israelo-palestiniano, um dos mais antigos do mundo.

Israel ocupa Jerusalém leste (oriental) desde 1967 e declarou, em 1980, toda a cidade de Jerusalém como a sua capital indivisa.

Os palestinianos querem fazer de Jerusalém leste a capital de um desejado Estado palestiniano, coexistente em paz com Israel.

Assuntos Etiópia  

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