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12 Dezembro de 2017 | 17h20 - Actualizado em 12 Dezembro de 2017 | 18h42

Tanzânia: Capacetes azuis mortos em ataque na RDC chegam ao país

Dar es Salaam - Os restos mortais dos 14 Capacetes azuis tanzanianos mortos na passada quinta-feira, no leste da República Democrática do Congo (RDC), num ataque atribuido aos rebeldes ugandeses, foram repatriados segunda-feira, ao seu país, onde foram acolhidos como "heróis" pelo ministro da Defesa, noticiou a AFP.

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Tanzânia: Chegada dos restos mortais dos Capacetes azuis mortos na RDC.

Foto: AFP

A margem desta homenagem, as Nações Unidas anunciaram a visita do secretário geral adjunto encarregue das operações de manutenção de paz, Jean-Pierre Lcroix, quinta-feira, em Goma (RDC) e sexta-feira, em Dar es Salaam.

Lacroix assistirá em Goma à uma "cerimónia de recordação" e visitará os vários Capacetes azuis feridos no ataque ao quartel do contigente naquela região.

Em Dar es Salaam, o alto funcionário da ONU deverá "transmitir, pessoalmente, ao povo e governo tanzanianos sua profunda gratidão", segundo um comunicado da ONU.

A aeronave transportando as 14 urnas brancas cobertas com a bandeira azul claro das Nações Unidas, aterrou no final do dia, no aeroporto internacional de Dar es Salaam, a capital económica da Tanzânia, antes de serem transportadas por camiões brancos para a morgue de um hospital militar.

"Estamos aqui para acolher os nossos heróis", declarou o ministro da Defesa, Hussein Mwinyi, perante um importante contigente militar presente no aeroporto, numa cerimónia transmitida em directo pela televisão nacional.

As 14 urnas contendo os restos mortais desses soldados da paz receberam antes, as honras militares na RDC, próximo de Beni, na província do Norte-Kivu.    

As Nações Unidas conheceram ao cair da noite de quinta-feira, em Semuliki, na província do Norte-Kivu, o seu pior ataque desde a morte de 24 Capacetes azuis paquistaneses em Mogadíscio, em Junho de 1993.

Esse ataque, levado a cabo quinta-feira, por presumíveis membros das Forças de Defesa Aliadas (ADF), das milícias ugandesas muçulmanas, contra uma base dos Capacetes azuis tanzanianos, não suscitou nenhuma reacção oficial na capital congolesa, Kinshasa.

Segundo o secretário geral adjunto da ONU, que fala de um ataque "manifestamente preparado, organizado", esse último foi conduzido "por homens fortemente armados".

Presente à cerimónia em Dar es Salaam, o chefe das Forças armadas tanzanianas, o general Venance Mabeyo, sustentou que esses soldados foram atacados de "surpresa", considerando que as ADF é um pequeno grupo.

"Eles estão lá para se confrontar, enquanto nós estamos lá para levar a paz", afirmou o general.

As ADF são um grupo armado ugandês muçulmano activo no Norte-Kivu, uma região da RDC fronteiriça com o Uganda. Esse grupo nunca reivindicou os seus ataques.

Repelidos na floresta, as ADF combatem o poder do presidente Yoweri Museveni, que dirige o país desde há 31 anos.

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