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29 Dezembro de 2017 | 13h48 - Actualizado em 29 Dezembro de 2017 | 13h48

Moçambique: Novo projecto transportes públicos de Maputo arranca em Janeiro

Maputo - O novo projecto de transportes públicos de Maputo, que inclui ligações de automotoras e autocarros aos subúrbios, vai arrancar em pleno no próximo mês, anunciou presidente conselho de administração da empresa responsável pelo projecto.

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vista parcial da Cidade de Maputo

Foto: foto de Lino Guimarães

"Com o ensaio que tivemos, pudemos aferir que a população recebeu esta solução de transporte público com entusiasmo", indicou Amade Camal, num comunicado enviado hoje à Lusa.

O projecto Metro-Bus é uma iniciativa privada que vai circular nas estradas e na via-férrea do Estado, oferecendo viagens grátis durante a primeira semana, anunciou o Ministério dos Transportes e Comunicações, em comunicado.

Segundo o presidente da Sir Motors, empresa responsável pelo projecto, a primeira fase vai arrancar em Janeiro de 2018 e contempla reformas que o Governo tem vindo a desenvolver com o propósito de melhorar as condições de mobilidade.

"Por todos os locais por onde passámos na fase experimental, fomos gratificados com a alegria de quem usou este meio, o que nos faz crer que estamos no caminho certo", acrescentou aquele responsável.

O investimento e custos de exploração serão 100% suportados pelo operador privado, havendo parcerias com a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), detentora da infra-estrutura ferroviária, e com os conselhos municipais de Maputo, Matola e Boane, assim como com os governos distritais da Machava e Marracuene.

O projecto vai cobrir 25 estações através de caminhos de ferro e rodovia, "estando criadas todas as condições necessárias para o arranque da primeira fase", anuncia o Ministério dos Transportes e Comunicações de Moçambique.

Amade Camal, empresa responsável pelo projecto, anunciou, em Novembro, ao jornal Notícias que o sistema é dirigido à classe média e terá um custo de 3500 meticais (50 euros) por mês, podendo ser adquiridos passes de menor duração e com preço proporcional.

O valor de 3.500 meticais por ano equivale a um terço do melhor salário mínimo do país, de acordo com os valores de tabela para 2017.

A ideia, detalhou, é que os carros desses utilizadores de classe média possam deixar a estrada, permitindo melhor circulação para os "chapas", furgões adaptados para transporte público, que viajam geralmente sobrelotados.

A crise de transportes fez com que seja permitida, em determinados períodos, a utilização da caixa aberta de veículos de mercadorias para transporte de pessoas em vez de carga, meio de transporte popularmente designado "my love", pelo facto de os passageiros serem obrigados a abraçarem-se, para não caírem.

Assuntos Moçambique  

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