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20 Março de 2017 | 22h07 - Actualizado em 21 Março de 2017 | 10h08

Guiné-Bissau: Partido pede desculpa à CEDEAO por declarações do PM

Bissau - O líder do Partido Socialista de Salvação Guineense, também designado Partido Jovem, Serifo Baldé, pediu hoje, terça-feira, desculpa a Comunidade da África Ocidental (CEDEAO) pelas palavras do primeiro-ministro do país, Umaro Sissoco Embaló, contra um dirigente da organização.

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Logotipo da CEDEAO

Foto: Divulgacao

Recentemente Umaro Embaló chamou "mentiroso" ao presidente da comissão da Comunidade Económica de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO), Marcel de Souza, ao reagir às declarações deste segundo as quais a organização estaria empenhada em pressionar o Presidente guineense, José Mário Vaz, para que acabe com a crise política na Guiné-Bissau.

O líder do Partido Jovem, igualmente coordenador do Movimento Nova Esperança, entende que o primeiro- ministro guineense "excedeu-se nas suas palavras" pelo que, disse, "alguém tinha que pedir desculpa à CEDEAO".

"Nós fazemos parte da CEDEAO, o nosso primeiro-ministro não tem o direito de insultar ninguém dessa comunidade", notou Serifo Baldé, em declarações aos jornalistas a saída de uma audiência com o representante da organização em Bissau, Blaise Diplo.

Serifo Baldé, cujo partido não tem representação parlamentar, criticou igualmente o discurso do ministro do Interior, Botche Candé, em Gabu, no âmbito dos contactos do chefe do Estado guineense com a população do interior, quando este afirmou que vai ordenar à juventude que abra à força a sede do Parlamento.

O hemiciclo guineense tem estado bloqueado há mais de ano e meio devido às desavenças entre os dois principais partidos, PAIGC e PRS, e Botche Candé preconiza o uso de força para reabrir o órgão.

O líder do Partido Jovem avisou o ministro do Interior de que no dia em que colocar a juventude na rua para forçar a abertura do Parlamento ele também irá pôr no local um outro grupo de jovens para impedir tal acto.

Serifo Baldé instou o Presidente guineense a "demitir o atual governo e devolver o poder ao PAIGC", na qualidade de vencedor das últimas eleições legislativas, para que este partido forme um novo executivo. Baldé afirma que só desta forma a Guiné-Bissau poderá voltar a ter estabilidade governativa.

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