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20 Março de 2017 | 19h04 - Actualizado em 20 Março de 2017 | 19h03

Rwanda: Papa Francisco recebe Paul Kagame no Vaticano

Cidade do Vaticano (Itália) - O Papa Francisco, recebeu esta segunda-feira, pela primeira vez na Cidade do Vaticano, o presidente rwandês, Paul Kagame, uma visita inédita recordando o papel desempenhado pela Igreja durante o genocídio de 1994, noticiou o Juene Afrique.

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Papa Francisco

Foto: ALEJANDRO ERNESTO

O encontro durou pouco menos de 20 minutos, mas perante o presidente rwandês Paul Kagame, o Papa Francisco não se retratou, ou seja, apresentando as desculpas oficiais em nome da Igreja pelo genocídio de 1994, tal como sempre reclamou Kigali.

Segundo um comunicado do Vaticano, o Sumo pontífice "implorou novamente o perdão de Deus pelos pecados e a ausência da Igreja e de seus membros" e exprimiu a "sua profunda tristeza, e a da Santa Sé e da Igreja, pelo genocídio perpetrado contra os Tutsi", assim como "a sua solidariedade com as vítimas e os que continuam a sofrer das consequências desses trágicos acontecimentos".

A Igreja católica tinha sido acusada pela sua aproximação com o regime hutu extremista da época e pela implicação de padres e de religiosos nos massacres. Entre Abril e Julho, os massacres em massa tiveram lugar em várias igrejas, durante os quais os padres às vezes cediam as suas instalações aos matadores das milícias hutus.

Nesta conformidade, vários padres e religiosos foram julgados por participação ao genocídio, principalmente pelos tribunais rwandeses, o Tribunal Penal Internacional para o Rwanda (TPIR) ou a justiça belga, tendo outros sido condenados, e alguns absolvidos.  

Desde o fim do genocídio, as relações entre a Sante Sé e o Rwanda foram caracterizadas de particularmente difíceis, tendo em Novembro de 2016, a Igreja católica rwandesa solicitado perdão por todos os cristãos que tinham implicados do genocídio.

Para o arcebispo Philippe Rukamba, presidente da Comissão episcopal rwandesa, trata-se de um pedido de perdão para os indivíduos e não para a Igreja enquanto instituição, acrescentando que "a igreja não participou do genocídio".

A ministra dos Negócios Estrangeiros, Louise Mushikiwabo, disse por seu turno, que o encontro esta segunda-feira, entre os dois chefes de Estado foi realizado "num espírito de abertura e de respeito mútuo. Trata-se, contudo, de um passo positivo para o futuro da relação entre o Rwanda e a Santa Sé, baseada na compreensão honesta e partilhada na história do Rwanda e do combate imperativo contra a idiologia genocidiária".

Assuntos Papa  

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