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01 Março de 2017 | 13h34 - Actualizado em 01 Março de 2017 | 13h33

Tunísia: Membros das forças de segurança julgados por negar assistência a pessoa em perigo

'Túnis - Seis membros das forças de segurança tunisinas serão julgados por "não assistência a pessoa em perigo", após a investigação sobre o ataque em Junho de 2015, em Sousse, na qual 38 turistas estrangeiros foram mortos, soube nesta quarta-feira a AFP de fonte judicial.

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Mapa da Tunísia

Foto: Angop

Trinta e três pessoas no total são acusadas neste caso, das quais seis membros das forças de segurança, declarou o porta-voz do pólo anti-terrorista, Sofiène Sliti, confirmando as informações da imprensa.

Acusado de "não assistência a pessoa em perigo", os seis agentes fazem parte de 12 acusados que se encontram em liberdade, enquanto se aguarda o seu julgamento, cuja data ainda não foi definida, acrescentou.

Sliti precisou que os 14 acusados estão sob detenção preventiva. Sete foram julgados à revelia. Os motivos de acusação para os outros 27 réus não foram especificados.

A investigação foi encerrada pelo juiz de instrução em Julho de 2016, mas o dossier foi transmitido apenas recentemente na câmara criminal.

O anúncio intervém numa altura em que as audiências foram realizadas nas últimas semanas, perante a Corte Real de Justiça na Grã-Bretanha, país que perdeu 30 cidadãos no ataque de Sousse, reivindicado pelo grupo Estado islâmico.

Nas suas conclusões, o juiz Nicholas Loraine-Smith disse terça-feira, que a polícia tunisina tinha reagido de maneira "caótica" nesse dia. "A sua resposta poderia e deveria ser mais eficaz", argumentou.

Em Janeiro, o advogado das 20 famílias das vítimas, Andrew Richie, tinha já afirmado perante o tribunal que um relatório tunisino teria sido entregue ao governo britânico, onde continuava a apontar "falhas" no sistema de segurança.

Armado com uma Kalashnikov, o autor do massacre, um estudante tunisino, surgiu na Praia do Hotel Imperial Marhaba, matando dez pessoas, antes de entrar no hotel onde continuou a disparar. O ataque durou mais de trinta minutos.

A Tunísia, que foi assolada por uma série de atentados em 2015 e 2016, afirma que a segurança foi consideravelmente reforçada nos últimos meses.

O país está sob permanente estado de emergência desde o atentado suicida de 24 de Novembro de 2015, em plena capitalTúnis contra um autocarro afecto à segurança presidencial matando 12 agentes.

Assuntos Tunísia  

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