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21 Abril de 2017 | 12h07 - Actualizado em 21 Abril de 2017 | 12h06

RD Congo : Detido suspeito pela morte do médico no Leste da RDC

Kinshasa - Um suspeito foi detido quinta-feira no Leste da RD Congo por causa da sua ligação com a morte do médico Gildo Byamungu, soube-se quinta-feira de fonte policial no sul Kivu-Sul.

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MAPA DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO

Foto: ANGOP

 Byamungu era próximo ao reputado cirurgião congolês Denis Mukwege, que se emprenha na ajuda às mulheres violadas na região dos Kivu Norte e Sul.

"Um suspeito que responde pelo nome de Butune Emmanuel foi detido ontem (quis dizer quarta-feira) pela sua relação com a morte do médico Gildo Byamungu”, disse à AFP Linda Maregane, porta-voz do chefe da polícia da província do Kivu-Sul.  

Director do hospital em Uvira, cidade do Kivu-Sul fronteiriça com o Burundi na ponta do lago Tanganyika, o médico Byamungu morreu sexta-feira, por causa da gravidade dos seus ferimentos, após ter sido baleado por desconhecidos na sua residência.

Interrogados sobre as razões que levaram, há alguns dias, a retirada da guarda policial que garantia a sua protecção, Maregane não respondeu.

Disse apenas que alguns elementos colhidos no inquérito sustentam que alguns médicos, colegas da vítima, ficaram indignados por ele ter escrito e exprimido através dos média que era vítima de ódio étnico tribal.

Numa declaração publicada no site de internet da embaixada da França em Kinshasa, o Quai d'Orsay (ministério gaulês dos Negócios Estrangeiros) lamentou quinta-feira o assassinato do Dr Byamungu, de quem saudou "com emoção a sua memória" de um homem "engajado ao lado Dr Mukwege, no seu hospital de Bukavu".

Paris exorta às autoridades congoleses "de tudo fazer para esclarecer esse drama.

O director de hospital de Panzi que ele criou em Bukavu, capital do Kivu-Sul, o Dr Mukwege recebeu numerosos preços no estrangeiro para a sua acção a favor das mulheres violadas no leste da RD Congo.

O seu estabelecimento ajuda à reconstrução  física e psicológica de mulheres vítimas de violação acompanhadas de violência selvagem cometidas em grande escala nos Kivus Norte e Sul, primeiramente durante a segunda guerra do Congo (1998-2003) e depois no decurso de conflitos armados que continuam a  assolar a região.

Em 2012, o Dr. Mukwege tinha escapado a uma tentativa de assassinato no seu domicílio e se refugiou durante alguns meses na Suécia com a sua família.

Regressou à Panzi a pedido dos seus pacientes, ele beneficiava desde então da protecção dos Capacetes Azuis da Missão da ONU no Congo (Monusco) e vivia enclausurado no seu hospital quando não se deslocava para o estrangeiro para procurara fundos.

Assuntos RDCongo  

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