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21 Abril de 2017 | 18h24 - Actualizado em 21 Abril de 2017 | 18h23

RD Congo: Episcopado qualifica de "entorse" nomeação do novo Primeiro-Ministro

Kinshasa - O Episcopado congolês qualificou esta sexta-feira, em Kinshasa, as modalidades de nomeação pelo chefe de Estado do novo Primeiro-Ministro, Bruno Tshibala, de "entorse" ao acordo de saída da crise na República Democrática do Congo concluido com o governo, noticiou a AFP.

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Uma das Arterias da Cidade de Kinshasa

Foto: Fotos de Francisco Miudo

Essa nomeação "explica a persistência da crise" e "constitui um entorse ao acordo" de São Silvestre concluido sob a égide da Conferência episcopal nacional do Congo (Cenco), declarou o seu porta-voz, o padre Donatien Nshole, durante uma conferência de imprensa.

Tshibala foi nomeado Primeiro-Ministro a 07 de Abril, alguns dias depos de ter sido excluido do Rassemblement, a coligação da maior parte da oposição criada à volta da figura emblemática da oposição histórica Étienne Tshisekedi, falecido a 01 de Fevereiro, aos 80 anos.

Para a Cenco, "sair do compromisso político" de São Silvestre faz mergulhar o país no risco de retardar à realização das presidenciais previstas" o mais tardar para Dezembro de 2017", para eleger o sucessor de Kabila, no poder desde 2001, e a quem à Constituição impede de se recandidatar.

Félix Tshisekedi, filho de Etienne, que o sucedeu à frente do Rassemblement, disputou abertamente esse posto de Primeiro-Ministro e deveria se encontrar com o chefe de Estado, na sua qualidade de líder dos negociadores da oposição às conversações conduzidas pelos bispos. Esse encontro nunca foi realizado.

"A Cenco deplora que as consultas entre o chefe de Estado e o líder da delegação do Rassemblement às negociações no termo das quais seria nomeado o Primeiro-Ministro não teve lugar", indicou Nshole.               

A RDC atravessa uma crise política desde a reeleição do chefe de Estado em 2011, durante uma presidencial manchada de fraudes massivas. Desde então, as tensões
exacerbaram pela sua manutenção no poder após 20 de Dezembro, data do final do seu segundo e último mandato constitucional, num clima de violência que já causou dezenas de mortos no país.

Estado continente no coração de África devastado por duas guerras entre 1996 e 2003, a RDC nunca conheceu nenhuma transição democrática do poder desde a sua independência da Bélgica em 1960.               
 
               

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