Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » África

19 Maio de 2017 | 13h14 - Actualizado em 19 Maio de 2017 | 13h16

Moçambique: Governo reforça vigilância apesar de baixo risco face ao Ébola

Maputo - O Governo considerou hoje baixo o risco do vírus Ébola chegar a Moçambique, e garantiu que reforçou a vigilância nas fronteiras, principalmente por onde entram cidadãos da República Democrática do Congo, a braços com um surto, informou hoje a Lusa.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

"O que foi dito pela representante da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que o risco para o resto do mundo é considerado baixo", e inclue Moçambique, disse hoje em Maputo o director-nacional de Saúde Pública, Francisco Mbofana.

Aquele responsável fez o ponto de situação sobre o vírus Ébola numa conferência de imprensa conjunta com a representante da OMS em Moçambique, Jamila Cabral.

Citando várias vezes a representante, o director-nacional de Saúde Pública de Moçambique salientou que a probabilidade de o Ébola se propagar para fora da República Democrática do Congo (RDC) é muito reduzida.

"Mesmo em 2014 (quando a doença eclodiu), enquanto os outros países tiveram uma epidemia que durou mais de um ano e meio, o Congo conseguiu controlar a epidemia em três meses", sublinhou Francisco Mbofana.

"Concentramos a vigilância principalmente nos aeroportos, porque o transporte aéreo movimenta meio mundo", mas também nas províncias de Niassa e Cabo Delgado, devido à proximidade com a Tanzânia, Malawi e Zâmbia, declarou.

Nos pontos de entrada de cidadãos estrangeiros, prosseguiu, os cidadãos da RDCongo ou que tenham transitado por aquele país são sujeitos a um inquérito para a avaliação de risco de infecção pelo Ébola.

Francisco Mbofana adiantou que as autoridades sanitárias estão preparadas para enfrentar uma eventual eclosão do vírus no país, desde que se registou a epidemia de 2014.

Por seu turno, a representante da OMS em Moçambique assegurou que o actual surto de ébola na RDCongo ainda não é uma emergência de saúde com importância internacional, pois está confinado a região remota daquele país.

"A epidemia está numa zona bastante remota, de difícil acesso, por isso, o risco é bastante baixo para o mundo", disse Jamila Cabral.

O surto, prosseguiu, representa um risco alto para a RDCongo, moderado para a África Central e baixo para o resto do mundo.

Jamila Cabral disse que três pessoas já morreram naquele país, desde que foi registado o primeiro caso no dia 21 de Abril, e contabilizados 21 casos suspeitos.

As autoridades sanitárias na RDCongo confirmaram em laboratório dois casos de um total de cinco já analisados, e esta em monitorização 400 pessoas que entraram em contacto com pessoas suspeitas de estarem contaminadas.

Assuntos OMS  

Leia também