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19 Maio de 2017 | 18h34 - Actualizado em 19 Maio de 2017 | 18h33

Moçambique: PR mais optimista que previsões mais recentes sobre inflação e PIB

Maputo - O presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, espera que a inflação no país caia para 15 porcento e que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 5,5 porcento, apesar de as previsões mais recentes não serem tão optimistas, segundo a Lusa.

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Moçambique: Nyusi mais optimista sobre inflação e PIB no país

Foto: Antonio Escrivão


"Estamos a fazer tudo para que a inflação desça de 25 para 15 porcento" e para que o ritmo de evolução do PIB "cresça de 3,6 para 5,5 porcento, este ano", referiu o chefe de Estado, citado hoje pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

Nyusi referiu, durante uma visita oficial à Holanda esta quinta-feira, numa reunião com organizações não-governamentais (ONGs), que o governo está "a traçar medidas" com as "organizações monetárias internacionais, para a correcção dos erros cometidos, para se
devolver a confiança a nível da parceria internacional".

No entanto, Helena Afonso, analista de assuntos económicos com o pelouro de África nas Nações Unidas, disse esta semana à Lusa que a previsão de crescimento da economia de Moçambique foi revista em baixa de 5,5 porcento para cerca de 4.

"O problema da liquidez é um dos principais riscos para a economia moçambicana, que tem impactos sobre o nível de endividamento estrangeiro e sobre o orçamento", acrescentou a analista, salientando que "a instabilidade macro-económica também não ajudará o desempenho da economia".

Já em Fevereiro, a Economist Intelligence Unit (EIU) tinha previsto que a economia de Moçambique cresça 4,2 porcento em 2017. depois de no ano passado ter registado o valor mais baixo dos últimos quinze anos (3,3).

Sobre a inflação, que chegou ao recorde de 27 porcento em Novembro do ano passado, a expectativa dos analistas da Economist é que a taxa vá descendo, mas este ano deverá ficar ainda acima de 23 porcento.

O FMI e um grupo de 14 doadores congelaram o apoio directo ao orçamento de Estado de Moçambique em Abril de 2016, depois de rebentar o escândalo das dívidas ocultas - 2,2 mil milhões de dólares de dívidas contraídas entre 2013 e 2014 por três empresas estatais junto de bancos estrangeiros com garantias do governo que não foram aprovadas no parlamento nem inscritas nas contas públicas.

A situação agravou a crise financeira e económica que Moçambique já sentia com a queda de preço de alguns recursos naturais que exporta e com o atraso dos mega-projectos de exploração de gás natural.

Na reunião com ONGs em Haia, Holanda, Filipe Nyusi pediu uma aposta na educação, para que haja uma nova cultura democrática.

"Quase todos os ciclos eleitorais terminaram em lamentações de diversa ordem. Não está a existir a cultura de reconhecer os resultados e saudar o oponente. Isto traz retrocessos", afirmou.

Segundo o presidente, é estranho que tal aconteça sob o olhar da comunidade internacional que observa os processos e valida os resultados.

Moçambique vai entrar num novo ciclo eleitoral com a realização de eleições autárquicas em 2018 e eleições gerais em 2019.

Assuntos Economia  

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