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14 Julho de 2017 | 18h44 - Actualizado em 14 Julho de 2017 | 18h44

Moçambique: Presidente Nyusi "orgulhoso" dos dois anos e meio de mandato

Maputo - O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, manifestou-se hoje, sexta-feira, "orgulhoso" do balanço dos dois anos e meio de mandato, reconhecendo que há ainda muito por fazer para que o crescimento do país tenha impacto em todos os moçambicanos.

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Presidente de Moçambique,Filipe Nyusi (foto de arquivo)

Foto: Pedro Parente

 

"Embora estejamos orgulhosos por aquilo que conseguimos fazer, no meio de muitas adversidades, nunca descansaremos. Há ainda muito trabalho por realizar", referiu o chefe de Estado numa mensagem de balanço distribuída hoje à comunicação social, citada pela LUSA.

Na mensagem, Filipe Nyusi assinala que tomou posse, a 15 de Janeiro de 2015, num momento difícil, mas volvidos dois anos e meio, o seu Governo alcançou muitos progressos.

Sustentou, na nota, que apesar destes desafios, os últimos dois anos e meio foram de muitas actividades, sublinhando que aumentaram o seu apoio aos agricultores para que mais produção fosse feita em Moçambique, induzindo a redução de preços no mercado.

Ao longo deste período, prossegue no texto, o Governo promoveu a asfaltagem e manutenção de milhares de quilómetros de estradas e a construção de linhas férreas para tornar Moçambique acessível às populações e aos empresários.

"Conseguimos prover energia eléctrica a 380.735 habitações, o que representa 30% de cobertura e concluímos sistemas de abastecimento, fazendo chegar a água a mais de 360 mil moçambicanos", refere na mensagem.

Durante a metade do mandato, foram ainda construídas novas infra-estruturas hoteleiras e de restauração, resultando na entrada de pelo menos dois milhões de turistas.

Filipe Nyusi defende que nos dois anos e meio que faltam vai lutar por trazer Moçambique de volta aos carris do progresso e se empenhar para assegurar que os benefícios do crescimento tenham impacto directo e sejam sentidos por cada um dos moçambicanos.

"Continuaremos a investir na saúde, educação, infra-estruturas, turismo e agricultura, ao mesmo tempo que combateremos vigorosamente a corrupção e todas as suas manifestações", diz ainda na mensagem.

A aposta irá também para a atracção do investimento estrangeiro e a mobilização de mais parceiros, visando maximizar o potencial de crescimento do país.

Na mensagem, Filipe Nyusi faz também menção à actual situação política do país, defendendo que o diálogo franco, aberto e sem preconceitos, com todas as forças vivas da sociedade, incluindo a Renamo, principal partido de oposição, permitiu que o país alcançasse "uma paz relativa".

"A nossa meta é uma paz efectiva e duradoura", acrescentou.

Filipe Nyusi tomou posse a 15 de Janeiro de 2015, tornando-se no quarto Presidente da República, desde a independência do país, em 1975, e o terceiro democraticamente eleito, desde a aprovação da primeira Constituição multipartidária em 1990.

O mandato do actual chefe de Estado termina em 2019 e ainda não se pronunciou sobre a candidatura a um segundo.

Os quatro presidentes que Moçambique já teve são todos da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder desde a independência.

O primeiro presidente foi Samora Machel, substituído após a sua morte por Joaquim Chissano, seguido por Armando Guebuza e agora Filipe Jacinto Nyusi.

Assuntos Moçambique  

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