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17 Julho de 2017 | 15h09 - Actualizado em 17 Julho de 2017 | 15h08

Cabo Verde: Oposição critica "desnorte" e "incapacidade do Governo" em cumprir promessas

Praia - O maior partido da oposição cabo-verdiana criticou hoje, (segunda-feira), a "incapacidade do Governo" em cumprir as promessas eleitorais, classificando de "total desnorte e desconhecimento de cultura institucional" a partidarização do aparelho administrativo do Estado, noticiou a Lusa.

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MAPA DE CABO VERDE

Foto: ANGOP

Esta posição foi manifestada no âmbito do Conselho Nacional do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), que esteve reunido durante o fim-de-semana, na cidade da Praia, para, entre outros assuntos, analisar a situação política no arquipélago.

Em comunicado, o partido indicou que, após um ano e três meses da entrada em funções, o Governo liderado por Ulisses Correia e Silva tem "mostrado incapacidade" para pôr em prática as medidas anunciadas em campanha eleitoral, para fazer face às situações de emergência.

"Pelo contrário, as medidas tomadas, a começar pela extraordinária e nunca antes vista partidarização do aparelho administrativo do Estado, apontam para um total desnorte e desconhecimento de cultura institucional", criticou o PAICV.

O maior partido da oposição cabo-verdiana considerou que das medidas até agora tomadas pelo Governo resultam "graves prejuízos e bloqueios" de funcionamento dos sistemas da administração, com "consequências gravosas" para o desenvolvimento económico e social.

Durante a reunião, que acontece a uma semana da realização do debate parlamentar sobre o estado da nação, o Conselho Nacional do PAICV criticou também a incapacidade do executivo em dar respostas aos "urgentes e graves problemas" de Chã das Caldeiras, na Ilha do Fogo, afectado pela erupção vulcânica de 2014.

O PAICV alertou também para os problemas de isolamento e falta de transporte para algumas ilhas, incumprimento das promessas em relação às propinas, aumento do desemprego, sentimento de insegurança e a sofisticação da criminalidade, baixos níveis de realização dos programas de investimento, recuo face às promessas de regionalização.  

O Conselho Nacional do PAICV analisou ainda algumas reformas estruturantes no país, e recomendou uma "ampla discussão" com os militantes e com a sociedade para a revisão da Constituição da República e um "cuidado particular" às propostas para o aperfeiçoamento do Código Eleitoral.

Em relação à regionalização, o maior partido da oposição cabo-verdiana mandatou outros órgãos nacionais e o Grupo Parlamentar a aprofundar a matéria visando encontrar modelos que melhor sirvam as ilhas e as regiões.

A nível interno, o Conselho Nacional do PAICV analisou a situação na região de Santiago Sul, a maior do país, e recomendou a realização de novas eleições dos seus órgãos até setembro, por forma "repor a normalidade de funcionamento" do partido nessa região política.

Na semana passada, 13 dos 18 membros da comissão política regional de Santiago Sul (CPRSS) demitiram-se, por alegadas incompatibilidades com o presidente da comissão, Nelson Centeio, que acusou a actual líder do partido, Janira Hopffer Almada, de ter pressionado as demissões e de promover a instabilidade na maior região política.

Assuntos Cabo Verde  

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