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11 Agosto de 2017 | 10h50 - Actualizado em 11 Agosto de 2017 | 10h50

Guiné-Bissau: PM esclarece que não quer prender crianças, mas colocá-las num centro

Bissau - O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, esclareceu que não pretende mandar prender crianças talibés, mas retirá-las das ruas do país e mandá-las para um centro onde terão educação cuidada.

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Umaro Sissoco Embaló, primeir-ministro da Guiné-Bissau

Foto: Divulgação

De partida para uma visita privada a Marrocos, Itália e Grécia, o chefe do governo guineense esclareceu quinta-feira não ser sua intenção prender crianças talibés (muçulmanos que pedem esmolas pelas ruas do país) mas cuidar da sua formação "para o futuro do país".

Sissoco Embaló afirmou, contudo, não estar a voltar atrás na sua posição e disse ainda estar a reforçar a sua determinação de mandar para um centro qualquer criança talibé apanhada nas ruas do país a mendigar.

"Vou repetir, já dei ordens ao ministro do Interior, qualquer criança talibé apanhada na rua, já temos um sítio para a colocar, não vai para nenhuma prisão. Já que os pais não têm condições de a ter, o Estado tem obrigação com essas crianças, são futuros quadros deste país", frisou o primeiro-ministro guineense.

Sissoco Embaló disse ser inegociável a sua determinação de querer retirar das ruas crianças, que realçou serem elementos da sua comunidade, os Fulas, e da sua religião, os muçulmanos.

"Quando és membro de uma comunidade e vês que estão a adiar o futuro da mesma tens que reagir", enalteceu, para reforçar que vai "endurecer a posição" contra os pais e encarregados de educação de crianças talibés.

"Vou endurecer a posição, uma criança talibé, em qualquer parte do país, a pedir esmola, já temos um lugar para a colocar", avisou o líder do governo guineense que pediu que se afaste a política desta questão.

Aos críticos que, disse, evocam os direitos das crianças, perguntou se mandar crianças para as ruas não é violar os seus direitos e lembrou-lhes ainda que não podem gostar mais dessas crianças do que ele, que é membro da sua comunidade.

"Como disse, são crianças da minha comunidade e da minha religião, pelo que assumo essa questão", declarou Umaro Sissoco Embaló.

Assuntos Guiné-Bissau  

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