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06 Outubro de 2017 | 13h33 - Actualizado em 06 Outubro de 2017 | 13h33

Mali: ONU exige progressos significativos na aplicação do acordo de paz

Nova Iorque - O Conselho de Segurança da ONU, numa "mensagem enérgica", exigiu avanços "significativos" das partes malianas na aplicação do acordo de paz de 2015, declarou quinta-feira o seu presidente em exercício, François Delattre, após Bamako ter evocado "progressos notáveis".

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Sala de reuniões do Conselho de Segurança da ONU, em Nova Iorque (EUA)

Foto: Cortesia afp

Há um "consenso" no Conselho de Segurança sobre "a necessidade de endereçar uma mensagem enérgica para as partes malianas quanto à importância de trabalhar para que nos próximos meses se façam progressos significativos na aplicação do acordo de paz", declarou o embaixador francês François Delattre, após uma reunião sobre o Mali.

A França detém a presidência do Conselho de Segurança em Outubro e conta prestar maior atenção, ao longo do mês, à situação no Sahel e a necessidade de apoiar a luta contra o terrorismo.

Num relatório sobre o Mali divulgado terça-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse estar "profundamente preocupado" com a "retomada de confrontos violentos entre os grupos armados signatários do acordo". "Infelizmente, quase nenhum avanço foi realizado na aplicação do acordo de paz e reconciliação no Mali", acrescentou.

Estas declarações deram "a impressão de imobilismo generalizado na implementação do acordo de paz, apesar dos esforços do governo do Mali e da comunidade internacional", lamentou quinta-feira o chefe da diplomacia maliana, Abdoulaye Diop, durante uma vídeo-chamada pública com o Conselho de Segurança.

"Embora o governo do Mali reconheça as dificuldades que entravam o processo de paz, as autoridades consideram que foram realizados progressos notáveis ​​na implementação do acordo de paz e reconciliação no Mali, saído do processo de Argel", acrescentou.

O ministro citou a realização de uma Conferência nacional de entendimento e de estabelecimento de comissões nos domínios da integração e da desmobilização de membros de grupos armados.

"O governo do Mali continua determinado na implementação deste acordo, porque estamos convencidos de que não existe outra alternativa credível do que esta via pacífica da resolução duradoura da nossa crise", salientou Abdoulaye Diop.

"Entendo a impaciência do secretário-geral, dos membros do Conselho e dos nossos outros parceiros pelos atrasos na implementação do acordo", precisou, ressaltando que estes atrasos, segundo Bamako, se devem à deterioração da situação de segurança no Mali.

Enquanto vários grupos jihadistas foram expulsos do norte do Mali com o lançamento em 2013, por iniciativa da França, de uma intervenção militar internacional ainda em curso, zonas inteiras do país continuam a escapar do controlo das forças malianas e estrangeiras.

Lançada em Julho de 2013, a operação de paz da ONU (Minusma) é a missão humanitária mais dispendiosa depois da Somália (1993-1995), com mais de 80 capacetes azuis mortos na operação. A Minusma conta com cerca de 13 mil homens no Mali.

Assuntos Mali  

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