Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » África

06 Outubro de 2017 | 20h12 - Actualizado em 06 Outubro de 2017 | 20h12

Nigéria: Chefe do Estado-Maior defende uma cooperação internacional eficaz

Maiduguri (Nigéria) - O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Nigéria, tenente general Tukur Yusuf Buratai, defendeu quarta-feira, em Maiduguri (Nordeste), uma cooperação internacional eficaz para vencer o Boko Haram e neutralizar a ameaça do grupo jihadista nigeriano na região do lago Chade.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Bandeira da Nigéria

Foto: Foto divulgação

O oficial general nigeriano é de opinião que a partir de agora eram precisos
esforços necessários e colectivos, e olhar o desafio do terrorismo num
prisma de uma guerra assimétrica, para conter as tácticas de guerrilha do
Boko Haram.

O terrorismo é um fenómeno mundial, e deve-se trabalhar em conjunto para
se assegurar que o fenómeno não afecta apenas a Nigéria e a sub-região,
mas também o mundo inteiro, indicou.

Por seu lado, o ministro das Forças Armadas britânicas, Mark Lancaster,
que está a inspeccionar o programa de apoio do seu país no nordeste da
Nigéria, estimou que a verdadeira chave reside numa boa formação de
base das Forças Armadas nigerianas, que inclua programas dos direitos
humanos.

O governante inglês declarou que a ajuda das Nações estrangeiras à
Nigéria era um reconhecimento real dos problemas que a Nigéria enfrenta,
mas que são também problemas transfronteiriços, a nível regional e
internacional, que devem ter uma solução internacional”, sublinhou.

Os governos ocidentais não estão directamente implicados no conflito,
outros suspenderam temporariamente a venda de equipamento militar à
Nigéria, depois da polémica sobre as presumíveis torturas cometidas pelas
Forças Armadas nigerianas, lembrou.

Os soldados americanos, britânicos, franceses, e outros, jogam
essencialmente o papel de conselheiros e de apoio, nomeadamente na
formação do Exercito nigeriano, para neutralizar a ameaça dos engenhos
explosivos improvisados.

Um acordo de cerca de 600 milhões de dólares assinado com os Estados  
para a compra de 12 aviões de combate foi bloqueado, depois de um
bombardeamento acidental, em Janeiro, pelo Exercito nigeriano, de um
campo de deslocados que resultou na morte de 100 pessoas.

Mas, nesta semana, a Nigéria afirmou que a compra dos aviões foi
aprovada. De igual modo, o ministro britânico dos Negócios Estrangeiros,
Boris Johnson, declarou, em Setembro último, que está previsto um pedido
suplementar de equipamento militar.

Desde 2009, os rebeldes que aderiram o grupo Estado Islamico (EI),
destruíram uma grande parte do nordeste da Nigéria, causando 20 mil
mortos e 2,6 milhões de deslocados.

A luta contra a insurreição levada a cabo desde 2015 pelas Forças
Armadas da Nigéria, do Chade, dos Camarões e do Níger, permitiram
derrotar os jihadistas na maioria das localidades que ocupavam, mas os
ataques quotidianos dos rebeldes continuam.
   

Assuntos Defesa  

Leia também