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12 Outubro de 2017 | 17h20 - Actualizado em 12 Outubro de 2017 | 17h20

Libéria: Duas vacinas experimentais contra Ébola mostram-se promissoras

Miami - Duas vacinas experimentais contra o vírus Ébola mostraram-se promissoras para proteger contra a febre hemorrágica durante pelo menos um ano, revela um grande ensaio clínico publicado quarta-feira, noticia a AFP.

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Mapa da Libéria

Foto: Angop


O estudo publicado na revista médica New England Journal of Medicine é o primeiro relatório completo de um esforço em larga escala para testar o que poderia ser a primeira vacina contra o Ébola.

O surto desse vírus altamente contagioso causou a morte de mais de 11.000 pessoas, principalmente na Libéria, Guiné e Serra Leoa, enquanto se propagava pelo Oeste da África do final de 2013 até 2016.

O estudo de fase II envolveu 1.500 pessoas em Monróvia, na Libéria. Os participantes foram aleatoriamente designados para receber uma das duas vacinas que estão a ser testadas.

O teste envolveu a favorita rVSV-ZEBOV, inicialmente desenvolvida por cientistas do governo canadiano e agora licenciada para a Merck, a Sharp e a Dohme Corporation, e a cAd3-EBOZ, criada pelo Centro de Pesquisa de Vacinas do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas americano (NIAID) e pela GlaxoSmithKline.

Após um mês, 84 porcento dos que receberam a rVSV-ZEBOV desenvolveram uma resposta de anti-corpos. Um ano depois, 80 porcento ainda tinham essa protecção.

Quanto a outra candidata, cAd3-EBOZ, 71 porcento desenvolveram uma resposta de anti-corpos e 64 porcento mantinham essa resposta um ano depois, quando o ensaio foi concluído.

"Este ensaio clínico produziu informações valiosas que são essenciais para o desenvolvimento contínuo desses dois candidatos à vacina do Ébola e também demonstra que é possível conduzir uma pesquisa clínica bem projectada e eticamente válida durante uma epidemia", disse Anthony Fauci, Director do NIAID.

De acordo com Anthony Fauci, uma vacina segura e efectiva seria um complemento importante às medidas clássicas de saúde pública para controlar os inevitáveis futuros surtos de Ébola.

Algumas pessoas que receberam as vacinas experimentaram "efeitos colaterais leves à moderados que foram resolvidos, como dor de cabeça, dor muscular, febre e fadiga", destaca o estudo.

"No geral, os investigadores não identificaram nenhuma grande preocupação de segurança relacionada às vacinas", acrescentou.

O ensaio foi conduzido como parte de uma colaboração de pesquisa clínica entre os Estados Unidos e a Libéria conhecida como Parceria para Pesquisa sobre o Vírus Ébola na Libéria (PREVAIL).

Este primeiro estudo, designado PREVAIL 1, foi lançado em Fevereiro de 2015 e originalmente projectado para admitir 28.000 voluntários, mas teve que ser reduzido para um ensaio de fase II menor à medida que o surto diminuiu.

Um total de 15 candidatas a vacinas está a ser desenvolvido em todo o mundo para prevenir o Ébola. Os especialistas dizem que as primeiras vacinas poderiam ser aprovadas para uso até 2018, sob um processo regulatório acelerado.

Assuntos Saúde  

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