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13 Outubro de 2017 | 11h26 - Actualizado em 13 Outubro de 2017 | 11h26

Quénia: Oposição organiza manifestação apesar da proibição do governo

Nairobi - Centenas de apoiantes da oposição começaram a manifestar-se nesta sexta-feira nas principais cidades do Quénia, em desafio à proibição do governo, para fazer ouvir a sua voz no quadro das eleições presidenciais de 26 de Outubro.

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Mapa do Quénia

Foto: divulgação

O governo queniano proibiu quinta-feira as manifestações nos centros de negócios das três principais cidades do país, nomeadamente Nairobi, Mombasa e Kisumu, "por causa da ameaça clara, presente e iminente de distúrbios à ordem pública".

Mas os apoiantes do líder da oposição, Raila Odinga, não hesitaram em desafiar esta medida. Em Kisumu, bastião da oposição no oeste, nas margens do Lago Victoria, onde várias pessoas foram feridas quarta-feira numa manifestação, segundo um médico local, os manifestantes bloquearam ruas e queimaram pneus.

Em Mombasa, a segunda maior aglomeração do Quénia na costa leste, a polícia dispersou com gás lacrimogéneo uma multidão que tentava ir ao centro da cidade. Estão previstas igualmente manifestações em Nairobi durante o dia de hoje.

Após várias manifestações reprimidas pelas forças da ordem nas últimas semanas, a oposição anunciou quarta-feira que os protestos diários começariam na próxima semana para acentuar a pressão sobre a Comissão Eleitoral (IEBC).

Quinta-feira, o ministro do Interior, Fred Matiangi, respondeu com a proibição, alegando que as manifestações precedentes degeneraram em violências contra as forças da ordem e os civis inocentes, bem como a pilhagem e a destruição de propriedades.

Mas a coligação da oposição NASA apelou aos seus apoiantes para ignorar esta proibição. "Continuaremos as nossas manifestações conforme previsto em todo o país", declarou um dos seus líderes, Moisés Wetangula.

O clima político está particularmente tenso no Quénia desde a decisão do Supremo Tribunal, a 01 de Setembro, de invalidar a reeleição do ex-presidente Uhuru Kenyatta nas presidenciais de 08 de Agosto, face a Odinga.

O Tribunal destacou irregularidades na transmissão dos resultados para justificar esta decisão, a primeira do género em África, que viu a sua coragem ser aplaudida em todo o mundo.

Odinga anunciou terça-feira sua retirada das presidenciais de 26 de Outubro, argumentando que a IEBC não realizou as reformas necessárias para organizar eleições credíveis, incluindo a exoneração de alguns responsáveis.

Odinga acredita que a sua retirada implica o cancelamento do escrutínio e a organização de um novo processo eleitoral. Por sua vez, Kenyatta sustenta que as eleições deverão ter lugar, com ou sem o seu principal rival.

Assuntos Quénia  

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