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09 Fevereiro de 2018 | 15h44 - Actualizado em 09 Fevereiro de 2018 | 15h44

Burundi: Registados eleitores para referendo apesar de protestos

Nairobi (Quénia) - O Burundi iniciou quinta-feira, o registo de eleitores para um referendo com vista a alterar a constituição, que poderá permitir ao presidente prolongar o seu mandato, anunciou a Comissão Nacional Eleitoral (CENI), citada pela AIM.

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Se for aceite pelo eleitorado, a alteração da constituição, já aprovada pelo governo em Outubro passado, vai permitir ao presidente Pierre Nkurunziza, no poder desde 2005, alargar o seu mandato por mais dois, até 2020.

Todos os partidos da oposição são contra o referendo, programado para Maio próximo, sobre estas mudanças da constituição, dizendo que isto será uma “sentença de morte” ao acordo de Arusha de 2000, que abriu caminho para o fim da prolongada guerra civil (1993-2006) que causou mais de 300 mil mortos.

O registo inclui jovens que vão completar 18 anos em 2020, assim podendo votar nas eleições que devem ter lugar nesse ano, disse a CENI.

“Os agentes do censo deverão estar presentes nos centros de registo todos os dias, incluindo sábados e domingos, entre as 7:30 horas e as 17:30 horas,” até 17 de Fevereiro, disse quinta-feira, o presidente do CENI, Pierre-Claver Ndayicariye, ao canal radiofónico nacional.

A comissão colocou 11 mil 583 agentes para registar cerca de 4.5 milhões de eleitores, comparados aos cerca de 3.5 milhões para as eleições de 2015.

O Secretário Geral da ONU, António Guterres criticou a determinação dos actuais governantes do Burundi de levar avante as mudanças da constituição descurando os pontos de vista da oposição.

Quando o presidente Nkurunziza anunciou a sua pretensão de se candidatar de novo para o cargo em 2015, a oposição disse que isso era inconstitucional, uma vez que não lhe permitia um terceiro mandato. Os seus apoiantes argumentaram que o seu primeiro mandato não tinha sido por eleição, mas por indicação do parlamento.

Manifestações e uma abortada tentativa de golpe como resultado da sua intenção de um terceiro mandato causaram uma crise política que levou à morte de pelo menos mil 200 pessoas e fez mais de 400 mil deslocados.

Assuntos Burundi  

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