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09 Fevereiro de 2018 | 16h20 - Actualizado em 09 Fevereiro de 2018 | 16h20

RD Congo: Católicos mantêm mobilização contra manutenção de Kabila

Kinshasa - A Igreja católica manifestou nesta sexta-feira, em Kinshasa, a sua intenção de continuar a mobilização contra a manutenção no poder do presidente, Joseph Kabila, na República Democrática do Congo, durante uma missa em memória das vítimas de 21 de Janeiro, noticiou a AFP.

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MAPA DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO

Foto: ANGOP

"A marcha dos cristãos não vai parar. Temos o dever sagrado de continuar o bom combate para a emergência dum Congo novo, onde o homem que ele pretende estará no lugar que ele merece", declarou durante o sermão o padre François Luyeye, sob aplausos, na maior igreja da capital, a catedral Notre-Dame (Nossa Senhora).

A missa rendia homenagem as vítimas da repressão de uma marcha organizada a 21 de Janeiro, ao apelo de um colectivo próximo da Igreja católica, o comité laico de coordenação (CLC).

Nessa ocasião, sete pessoas foram mortas, em Kinshasa, segundo as Nações Unidas e o episcopado. As autoridades continuam a insistir em dois mortos.  

O presidente Joseph Kabila tinha criticado a ingerência da Igreja católica nos assuntos políticos da RDC, durante a sua conferência de imprensa de 26 de Janeiro.

"Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. Quando se pretende juntar as
dois coisas, é perigoso. O resultado é sempre negativo".

Vários diplomatas, opositores e actividades participaram dessa celebração, presidida pelo influente arcebispo de Kinshasa, Laurent Monsengwo.

Os católicos solicitam ao presidente Kabila, cujo segundo e último mandato terminou em Dezembro de 2016, a declarar publicamente que já não será candidato às próximas eleições presidenciais previstas para 23 de Dezembro de 2018.

Assuntos RDCongo  

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