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09 Fevereiro de 2018 | 11h05 - Actualizado em 09 Fevereiro de 2018 | 17h15

Moçambique: Embaixadores da UE saúdam acordo entre Nyusi e Dhlakama

Maputo - Os chefes de missão diplomática da União Europeia (UE) em Moçambique saudaram quinta-feira o acordo alcançado entre o Presidente Moçambicano, Filipe Nyusi e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama sobre a descentralização no âmbito do processo de paz no país.

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Sede da União Europeia em bruxelas, bélgica

Foto: Pedro Parente

Os responsáveis europeus saúdam o consenso e felicitam os dois líderes pelo seu acordo para que o parlamento faça emendas constitucionais antes das eleições de 2019, referiram em comunicado.

Acrescentaram ainda aguardar e encorajar a conclusão do acordo sobre as questões militares por forma a permitir uma solução abrangente para as negociações de paz.

"Os chefes de missão da UE compartilham a opinião de que uma reconciliação efectiva também exigirá o envolvimento de todas as forças políticas e da sociedade civil, incluindo igrejas e organizações religiosas, conforme expressado recentemente pela Primeira Cimeira da Beira sobre Paz e Reconciliação", refere-se ainda na mensagem.

A UE reafirma o compromisso de continuar a apoiar Moçambique no caminho para a paz duradoura, com vista a estabilidade democrática e a prosperidade para todos os moçambicanos.

Filipe Nyusi anunciou  quarta-feira que vai remeter à Assembleia da República uma proposta de revisão pontual da Constituição, após consensos alcançados nas negociações de paz com Afonso Dhlakama.

A proposta de revisão prevê que os governadores das províncias e os administradores dos distritos deixem de ser indicados pelo poder central, para passarem a ser propostos pelas forças que vencerem as eleições para as assembleias provinciais e distritais.

Afonso Dhlakama disse em entrevista à Lusa que "Moçambique vai ser diferente do que é hoje", graças a este acordo, considerando que "ninguém" acreditava que seria possível chegar tão longe.

O acordo surge depois de conflitos armados entre as forças armadas e o braço armado do principal partido da oposição, em 2015 e 2016, no centro do país, depois de a Renamo ter recusado aceitar os resultados das eleições gerais de 2014, chegando a exigir governar em seis províncias, onde reivindicou vitória no escrutínio.

Assuntos Moçambique  

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