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09 Fevereiro de 2018 | 13h26 - Actualizado em 09 Fevereiro de 2018 | 13h26

Moçambique: Presidente Nyusi pede aos militares que não se ocupem com conflitos internos

Maputo - O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, afirmou nesta sexta-feira que Moçambique atravessa um período de reconciliação, apelando às Forças de Defesa e Segurança para não se preocuparem com conflitos entre moçambicanos, noticiou a Lusa.

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Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi

Foto: Pedro Parente

"Estamos agora num momento em que a reconciliação é mais importante do que outra coisa possível e queremos que as nossas Forças de Defesa se concentrem na defesa do país de inimigos externos e não em ocupar tempo em conflitos entre os moçambicanos", declarou Filipe Nyusi.

Nyusi falava durante a uma cerimónia de saudação alusiva ao seu 59º aniversário, um encontro que juntou quadros superiores das Forças de Defesa e Segurança, além do Conselho de Ministros na Presidência da República.

Para Nyusi, os consensos alcançados nas negociações de paz com o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Afonso Dhlakama, não teriam sido possíveis sem a compreensão das Forças de Defesa e Segurança, que "perceberam que o povo moçambicano tem de viver em harmonia".

"Quando dissemos que não devíamos lutar entre nós, as Forças de Defesa acataram as orientações e colocaram-se no seu lugar", afirmou o chefe de Estado moçambicano.

O país, acrescentou o Presidente moçambicano, enfrenta novas ameaças, consequência da globalização, e as Forças de Defesa tem a obrigação de proteger os moçambicanos destes "novos inimigos", que não internos.

"Continuem firmes e claros na responsabilidade que têm com povo moçambicano, que é de proteger e ajudar", concluiu o chefe de Estado moçambicano, lembrando que o seu executivo está a "fazer tudo que é possível" para que haja paz e estabilidade no país.

Nyusi anunciou na quarta-feira que vai remeter à Assembleia da República uma proposta de revisão pontual da Constituição após consensos alcançados nas negociações de paz com o líder da Renamo.

Assuntos Moçambique  

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