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14 Fevereiro de 2018 | 11h24 - Actualizado em 14 Fevereiro de 2018 | 13h04

África do Sul: Polícia revista residência de colaborador do presidente Zuma

Joanesburgo - A Polícia sul-africana revistou nesta quarta-feira a residência da família Gupta, envolvida num escândalo de desvio de recursos e tráfico de influência que afecta o presidente Jacob Zuma informou a AFP.

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Mapa da África do Sul

Foto: Tarcísio Vilela

 A operação está vinculada ao escândalo de corrupção que envolve o presidente Jacob Zuma, disse à AFP Hangwani Mulaudzi, porta-voz da Polícia.

A operação acontece no dia em que Jacob Zuma deve anunciar se renuncia à presidência, como exige o seu partido, o Congresso Nacional Africano (ANC).

Enquanto isso, o Congresso Nacional Africano (ANC), que governa a África do Sul, decidiu terça-feira pela resignação do presidente Jacob Zuma, envolvido em vários escândalos de corrupção que mergulharam o país numa séria crise política, informou a imprensa local, a AFP.

Esta decisão, que não foi oficialmente confirmada e de carácter não vinculativo, foi tomada pelo Comité Executivo Nacional (NEC) do partido que analisava o destino de Zuma.

"Levou 13 horas, mas o Comité Executivo Nacional do ANC decidiu revogar o mandato do presidente Jacob Zuma como chefe de Estado", indicou o jornal The Times, citando fontes não identificadas.

A direcção do partido tem o poder de solicitar a saída dos seus membros que estejam em função governamental, como aconteceu em 2008 no caso do presidente Thabo Mbeki, que cumpriu a decisão e renunciou.

A rede estatal SABC informou que o ANC deu a Zuma 48 horas para apresentar a sua renúncia.

Outros veículos indicaram que o partido irá escrever a Zuma ordenando que deixe o cargo de presidente.

O partido tinha convocado uma conferência de imprensa na sua sede em Joanesburgo.

O partido pode revogar o mandato do chefe de Estado, obrigando-o a renunciar, mas, constitucionalmente, ele não é obrigado a obedecer.

Nesse caso, Zuma poderia ser destituído por meio de uma moção no parlamento nos próximos dias.

Este texto deve ser adoptado por uma maioria absoluta dos 400 deputados.

 Até agora, Zuma recusou-se a obedecer as ordens de seu partido.

De acordo com a imprensa local, o líder do ANC, Cyril Ramaphosa, voltou a se encontrar com Zuma na segunda-feira para pedir-lhe que renunciasse em 48 horas.

A crise que agita o ANC, no poder desde o fim do governo de Apartheid em 1994, tem perturbado o funcionamento do Estado.

Os partidários de Ramaphosa tentam fazer com que Zuma deixe o poder o mais rápido possível diante das eleições gerais de 2019.

No entanto, os seguidores de Zuma insistem que ele deve seguir no cargo até o final do seu segundo mandato.

Nas últimas semanas, o ANC multiplicou as reuniões oficiais e as negociações entre bastidores, sem alcançar uma decisão.

A questão tornou-se mais urgente tendo em vista a aproximação do discurso anual do presidente sobre o estado da nação, finalmente adiado.

"Nós sabemos que vocês querem que esta questão seja encerrada", disse Ramaphosa, de 65 anos, em uma reunião do partido no domingo, na Cidade do Cabo.

"Sabemos que vocês querem virar a página (...) porque as pessoas querem que isso termine. O NEC vai fazer exactamente isso", disse ele.

O comício de domingo fazia parte das celebrações de 100 anos desde o nascimento de Nelson Mandela, e também de uma tentativa de Ramaphosa de recuperar a reputação do partido.

Na segunda-feira, os partidos da oposição pediram eleições antecipadas, enquanto a crise do ANC ainda estava aberta.

"Devemos proceder à dissolução do parlamento (...) e depois convocar eleições antecipadas", declarou o líder do partido Aliança Democrática, Mmusi Maimane, a repórteres.

               

Assuntos África do Sul  

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